O contexto de Sgt. Pepper’s

Agosto de 1966.

No dia 5, os Beatles lançam Revolver.

Um tom acima de Rubber Soul em inventividade, em estética, em temática, em profundidade de sons e de palavras, o disco surpreende todo mundo. Tem mais ousadia, mais liberdade, mais elucubrações, mais pirações sonoras, mais psicodelia (o que é “Tomorrow Never Knows”?). Tem octeto de cordas, feedback, Timothy Leary, LSD, maconha, submarino amarelo, homem do imposto…

É resultado de um mergulho no estúdio. Mais de 300 horas, pra ser mais preciso. Uma imersão que se confirmaria sem volta. “Imagine só, caro leitor, o que quatro sujeitos como John, Paul, George e Ringo podem produzir ao lado de George Martin em 300 horas de trabalho!”, escreve o irmão Felipe, no post sobre o disco.

Revolver é o fim do iê-iê-iê. É o prelúdio para a lisergia definitiva.

No dia 29, eles se despedem dos palcos, em São Francisco. Um adeus só sabido, de fato, por eles e por pessoas próximas, como George Martin – lembra o irmão Felipe (de novo, ele!), no post sobre o show do Candlestick Park.

Há uma estafa aguda e insuportável. A histeria da plateia, em sua maioria presente sem nenhuma outra intenção a não ser gritar, e, especialmente, o episódio do “somos mais populares do que Jesus” selam o destino longe do público, da imprensa, dos holofotes.

Os Beatles se voltam para dentro.

Os ventos sopram para Abbey Road, Norte de Londres.

Antes, um tempo para cada um deles. John e o cinema. Paul e a música (para cinema). George e a Índia, a cítara, a filosofia hindu. Ringo e a família.

No retorno, em novembro de 1966, espíritos renovados, novas sinapses e sons na bagagem.

Tudo entra no grande caldeirão musical, cultural, conceitual e artístico de Sgt. Pepper’s.

E quando muitos pensavam que eles haviam chegado lá, os Beatles responderam com o teto da Capela Sistina (Felipe, de novo!).

Analisaremos aqui cada pincelada desta obra-prima.

Até amanhã!

Dica! → Clica em cima do selo para ver todos os posts do especial Sgt. Pepper’s 50!

Vídeo oficial dos Beatles:

Fontes e +MAIS:

– thebeatles.com

– Wikipedia

– As letras dos Beatles – A história por trás das canções, de Hunter Davies

– rollingstone.com

– Beatlemania, de Roberto Pugialli

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