“O Silêncio dos Inocentes” tem première em Nova York

Há 25 anos… dia 30 de janeiro de 1991.

“O Silêncio dos Inocentes” tem première em Nova York

Hannibal Lecter.

Duas décadas e meia atrás, um seleto grupo de espectadores teve o privilégio de ficar frente a frente com um dos mais temidos e brilhantes vilões do cinema, seguramente o papel mais famoso do extraordinário Anthony Hopkins.

Como não poderia ser diferente, a interpretação lhe valeu o Oscar de Melhor Ator em 1992, sua única estatueta. Aliás, “O Silêncio dos Inocentes” levou outros quatro prêmios naquele ano: Melhor Filme, Melhor Diretor (Jonathan Demme), Melhor Roteiro Adaptado e, claro, Melhor Atriz, para Jodie Foster, no papel da jovem agente do FBI, Clarice Sterling.

Hopkins e Jodie, Hannibal e Clarice. A quase perfeita sinergia entre eles é o que faz do longa-metragem um sensacional thriller. E, como escreveu o crítico Roger Ebert, os melhores thrillers não envelhecem, citando “Nosferatu”, “Psicose” e “Halloween”.

“Mas ‘O Silêncio dos Inocentes’ não é apenas um show de suspense. É também sobre dois dos personagens mais memoráveis da História do cinema, Clarice Starling e Hannibal Lecter, e seu estranho e tenso relacionamento (‘as pessoas vão dizer que estamos apaixonados’), provoca Lecter”, acrescenta Ebert.

Uma curiosidade da fantástica cena em que eles se conhecem mostra a genialidade e a perspicácia de Hopkins. A parte em que Lecter ridiculariza o sotaque sulino da agente Sterling não estava no script. Foi um improviso.

A reação extremamente forte da personagem é, na verdade, uma resposta da própria Jodie! Depois, a atriz agradeceu ao já experiente colega por ter produzido nela um comportamento tão intenso e honesto como o que se vê na tela. Genial.

Para trazer Lecter das páginas do romance homônimo de Thomas Harris (1988) para as telas do cinema, Anthony Hopkins estudou centenas de arquivos de serial killers. Também visitou prisões, se aprofundou em histórias de homicidas já condenados e presenciou julgamentos e audiências de assassinos em série. Uma de suas inspirações teria sido um amigo de Londres, que causava perturbação nas pessoas em volta por nunca piscar o olho.

O curioso é que o tempo de performance de Hopkins em “O Silêncio dos Inocentes” é curtíssimo. Ele aparece pouco mais de 16 minutos em cena, a menor interpretação da história da sétima arte a ser agraciada com um Oscar em um papel principal.

Ele voltaria a encarnar o canibal dez anos depois, na sequência “Hannibal”. Também baseado em livro de Thomas Harris, mas dirigido por Ridley Scott, o longa tem Juliane Moore no papel da agente Sterling.

Mas essa história fica pra outro dia… Porque todo dia é histórico.

Trailer de “O Silêncio dos Inocentes”:

Fontes e +MAIS:

– IMDb

– Wikipédia

– Wikipedia

– rogerebert.com

– nytimes.com

– theguardian.com

– today.com

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