Rodman Law salta de paraquedas do alto da Estátua da Liberdade

Há 105 anos… dia 2 de fevereiro de 1912.

Rodman Law salta de paraquedas do alto da Estátua da Liberdade

Recentemente, os paraquedistas Arthur Zanella e Thiago Negão causaram alvoroço ao saltar do alto do Edifício Itália, o segundo mais alto de São Paulo, com 165 metros. A história toda você lê aqui, no G1.

Feito incrível, realmente. Especialmente pelo plano bem-sucedido, com despiste da segurança do Itália e da polícia, além, claro, dos saltos executados com perfeição.

Mais de um século atrás, porém, havia um cara que já fazia essas loucuras…

Frederick Rodman Law, mais conhecido somente pelos sobrenomes.

“Um paraquedista de carreira, escalador de edifícios e monumentos e, mais tarde, dublê de filme e ator de cinema mudo”, descreve a Wikipedia em inglês.

Cento e cinco anos atrás, Law já era conhecido por algumas façanhas nas alturas, que lhe renderam apelidos como “Mosca Humana” ou “Aranha Humana”. Em 1909, por exemplo, ele escalou, sem cordas, os mais de 93 metros do Flatiron Building, um dos primeiros arranha céus de Nova York.

Três anos depois, então, a companhia British Pathé pagou US$ 1.500 para Law executar algo muito ousado e extremamente perigoso: saltar do alto da Estátua da Liberdade, a mais de 200 metros do solo!

Como conta a reportagem do New York Times – abaixo, no link afflictor.com -, Law teve de conseguir autorização especial do responsável pelo monumento, presente da França aos Estados Unidos. Feito.

Então, pouco depois das duas da tarde, lá estava ele, carregando seu equipamento de mais de 45 quilos nos elevadores da Estátua. Vestiu-se e subiu os metros restantes até atingir a tocha que a mão direita de Columbia – ou Libertas! – empunha.

Bem, deixemos o resto ao NYT:

Aguardando uma calma no vento, Law escolheu o lado oriental da estátua para a descida, e exatamente às 14h45, com todas as câmeras de filmagem apontadas em sua direção, ele saltou do topo da grade.

Os assobios trilaram no porto, e cada um que buscava a melhor visão prendeu a respiração quando o paraquedas volumoso permaneceu colado ao homem. Houve o medo de uma tragédia por um momento, pois o audaz homem caiu totalmente por 20 metros como um peso morto, o paraquedas mostrando nenhuma indicação de abrir a princípio.

Quando abriu, o vento soprou-o em projeção da estátua. Então, Law começou a acenar as mãos freneticamente. Não era um sinal de alarme, apenas um método de direção que o jovem tinha adotado para manter-se fora da baía. Provou-se prático, também, já que o paraquedas desceu graciosamente.

Quando se aproximou da superfície, pareceu cair rápido por um momento, e Law, esquecendo-se de saltar, caiu pesadamente sobre uma pedra, a 9 metros da beira da água. Ele afastou-se da pilha de lona e de cordas, e declarou que não estava ferido. Mais tarde, empacotou seu paraquedas e pessoalmente levou para o seu escritório, no Hudson Terminal Building. Ele não quis ser entrevistado, disse.

Dois dias depois, o alfaiate e inventor austríaco Franz Reichelt não teve a mesma sorte de Law. Ele tentou saltar da Torre Eiffel, em Paris. Não deu certo. Reichelt faleceu antes de tocar o solo, de parada cardíaca. A Pathé registrou o trágico salto. Ele está também no documentário “Nós que aqui estamos por vós esperamos”, mas com outro nome.

Mas essa (fatídica) história fica pra outro dia… Porque todo dia é histórico.

Frederick Rodman Law

Fontes e +MAIS:

– Wikipedia

– afflictor.com

– time.com

– photobucket.com

– wirednewyork.com

– verticalvisions.com

– basejumper.com

– parachutistes.org

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