Jobim e Sinatra finalizam Francis Albert Sinatra & Antonio Carlos Jobim

Há 50 anos… dia 1º de fevereiro de 1967.

Jobim e Sinatra finalizam Francis Albert Sinatra & Antonio Carlos Jobim

O ano de 1967 se iniciava com o rock na crista da onda, como se dizia antigamente.

No topo do Billboard Hot 100, “I’m a Believer”, dos Monkees.

Nas lojas, a estreia do Doors “causava”, como dizem hoje, mostrando que a psicodelia vinha pra ficar. Pelo menos por um tempo…

Um Norte apontado pelos Beatles, que já gestavam o mítico Sgt. Pepper’s. Na Terra da Rainha, aliás, os meninos do Pink Floyd gravavam seu debute, The Piper at the Gates of Dawn. E nos EUA, neste exato dia, o Jefferson Airplane lançava o segundo álbum, Surrealistic Pillow, primeiro com Grace Slick nos vocais, que chegaria ao terceiro lugar das paradas da Billboard.

Alheios a guitarras, psicodelia e hormônios, dois “velhos” registravam em disco o jazz standard e a bossa nova. O eterno agonizante jazz e a já decadente bossa nova.

Exatas cinco décadas atrás, Frank Sinatra, 51, e Tom Jobim, 40, finalizavam, no Studio One do Western Records, no Sunset Boulevard de Hollywood, a gravação do lendário Francis Albert Sinatra & Antonio Carlos Jobim.

Um encontro histórico entre A Voz & O Maestro, exaltado ao céu e às 5 estrelas pela renomada revista Down Beat, que escreveu: “Se a bossa nova tivesse produzido apenas esse disco, já estaria justificada”, como bem recordou Tárik de Souza em texto precioso sobre o LP, no especial do Estadão sobre os 90 anos de Tom Jobim.

São 10 faixas, 7 bossas, todas adaptadas para o inglês, e mais 3 standards, clássicos do “Great American Songbook”.

Abre com “Garota de Ipanema”/“The Girl From Ipanema”, que virou e ficou “Ipanima” no sotaque e no vozeirão de Sinatra – aliás, por teimosia de Tom, como conta Tárik. Um duo anglo-português magnífico!

Fecha com “O Amor em Paz”/“Once I Loved”, de Tom e Vinicius, em que Ol’ Blue Eyes derrama seus timbres afinadíssimos. Show de harmonia.

Da bossa nova, tem ainda “Insensatez”/“How Insensitive”, “Corcovado”/“Quiet Nights of Quiet Stars”, “Meditação”/”Meditation”, “Inútil Paisagem”/“If You Never Come to Me” e “Dindi”, a única que manteve o título e ficou divertida no cantar de Sinatra – Oooooh, Djindjiiiiii…

Pra completar, os velhos standards. “Incorporados ao sotaque rítmico da bossa, ‘I Concentrate on You’ (Cole Porter), ‘Change Partners’ (Irving Berlin) e ‘Baubles, Bangles and Beads’ (Wright/Forrest) imantam ouvidos ianques ainda refratários ao gênero forasteiro. Mas também situam a caligrafia jobiniana entre ases da american song”, escreve Tárik de Souza.

Francis Albert Sinatra & Antonio Carlos Jobim seria eleito o melhor disco do ano pela crítica americana e chegaria ao segundo lugar entre os mais vendidos nos EUA, perdendo só para… Sgt. Pepper’s! No ano seguinte, competiria cabeça a cabeça no prêmio de Álbum do Ano no Grammy. Seria derrotado por… Sgt. Pepper’s!

Tom e Frank – ou Jobim e Sinatra – se reencontrariam dois anos depois, em 1969, para mais uma rodada de gravações. Dessa vez, porém, o exigente Chairman of the Board desaprovou o trabalho – que teve arranjos de Eumir Deodato – e o lançamento foi abortado – na verdade, as 3.500 cópias prensadas foram destruídas, a pedido de Sinatra.

Mas essa história fica pra outro dia… Porque todo dia é histórico.

O álbum, no vinil:

Fontes e +MAIS:

– Wikipedia

– Wikipédia

– jobim.org(1)

– jobim.org(2)

– Acervo Estadão

– folha.uol.com.br

– cultura.estadao.com.br

– noblat.oglobo.globo.com

– allmusic.com

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