Jacques Rogge é eleito presidente do Comitê Olímpico Internacional

Há 15 anos… dia 16 de julho de 2001.

Jacques Rogge é eleito presidente do Comitê Olímpico Internacional

Não é exagero dizer que o caminho do belga Jacques Jean Marie Rogge para chegar até a presidência do Comitê Olímpico Internacional começou 21 anos antes de sua eleição em si – como sugere Jere Longman no New York Times (link abaixo).

Foi em 1980, quando o presidente americano Jimmy Carter clamou às nações capitalistas para seguirem os Estados Unidos e boicotarem os Jogos de Moscou. Líder do time olímpico belga, Rogge teve postura firme: era contra. Pragmático, disse que política e esporte não deviam se misturar.

Pronto. Saía de cena o iatista da classe Finn, presente em três Olimpíadas (1968, 1972 e 1976), e nascia o dirigente esportivo. “Isso foi um marco na minha vida”, disse Rogge, logo após ser eleito mandatário-mor do COI, 15 anos atrás, coincidentemente, em Moscou.

Para chegar até o topo da direção do esporte olímpico, o belga de Ghent angariou importantes experiências, como a presidência do Comitê Olímpico Belga (1989 a 1992) e do Comitê Olímpico Europeu (1992-2001).

Rogge virou membro do COI em 1991 e se juntou ao Comitê Executivo da entidade em 1998. A bem-sucedida gestão dos Jogos de Sydney, em 2000, dos quais foi o principal comandante, o credenciou ao favoritismo para levar o pleito.

Acabou vencendo em dois turnos. No primeiro, Rogge teve 46 votos, contra 21 do sul-coreano Un Yong Kim, 20 do canadense Richard Pound, 11 do húngaro Pál Schmitt e apenas 9 de Anita DeFrantz, americana que acabou eliminada. No segundo escrutínio, Rogge somou 59 votos, Kim recebeu 23, um a mais que Richard. Schmitt teve 6 votos.

“Vou dedicar toda a minha energia para defender a credibilidade do esporte, que está sob ataque de doping, corrupção e violência.”, afirmou o novo presidente, com a responsabilidade de substituir o espanhol Juan Antonio Samaranch, quase um vitalício no cargo – ficou 21 anos na presidência do Comitê Olímpico Internacional.

Aliás, uma das mudanças que ocorreram na entidade por volta daquela época dizia respeito ao mandato, agora limitado a 12 anos.

Foi exatamente o tempo que Jacques Rogge permaneceu. Em 2009, recebeu voto de confiança e acabou reeleito. Quatro anos e três Olimpíadas depois (Atenas-2004, Pequim-2008 e Londres-2012), o belga se retirou, para a entrada do alemão Thomas Bach, que assumiu o posto em setembro de 2013.

Mas essa história fica pra outro dia… Porque todo dia é histórico.

Um perfil de Jacques Rogge:

Fontes e +MAIS:

Acervo Folha

theguardian.com

cnn.com

bbc.co.uk

nytimes.com

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