Zetti, 50 anos

10 de janeiro de 1965

Zetti, 50 anos

“É a hora da consagração do Zetti! Ele e o Gamboa. Se pegar, o Pintado não precisa nem bater! Se não entrar, o São Paulo é campeão! Se não entrar, o São Paulo é campeão! Gamboa e Zetti. Partiu Gamboa, bateu… Zeeeeeeeeetti! Zeeeeeeeeetti! Zeeeeeeeeetti! É campeão! É campeão! É campeão!”

A emocionante narração de Galvão Bueno no maior momento da carreira de Armelino Donizete Quagliato arrepia todo e qualquer são-paulino. Possivelmente, todo e qualquer amante do futebol.

É ela quem nos recebe no site oficial de um dos maiores goleiros da história do futebol brasileiro, um dos grandes do futebol mundial: Zetti.

A defesa do pênalti do cabeludo Gamboa deu ao São Paulo a primeira taça da Copa Libertadores da América. Inesquecível. Histórico.

Antes de Rogério Ceni – que, curiosamente, chegou ao clube do Morumbi 5 dias depois do primeiro jogo oficial de Zetti como titular, em 2 de setembro de 1990 –, o paulista nascido em Porto Feliz era figura carimbada em times de todos os tempos do São Paulo. Segue lembrado e muito querido pela torcida tricolor. É, certamente, um dos 5 maiores goleiros da história do clube.

O São Paulo foi sua casa, onde ele viveu seu auge e se consagrou. Foram 7 anos e inúmeras conquistas. As mais importantes, claro, as duas Libertadores e os dois Mundiais, em 1992 e 1993.

O passado no rival Palmeiras foi prontamente esquecido. De imediato, Zetti conquistou os corações são-paulinos. Com liderança, carisma e técnica, desbancou Gilmar da meta e virou homem de confiança de Telê Santana.

Depois do São Paulo, foi para o Santos, onde conquistou o Torneio Rio-São Paulo (1997) e a Copa Conmebol (1998). Passou ainda por Fluminense, União Barbarense e Sport, seu último clube como jogador.

Zetti também teve o gostinho de ser campeão do mundo pela seleção brasileira, em 1994. Era reserva imediato de Taffarel e tinha Gilmar como companheiro no banco. Não entrou em nenhuma partida no mundial dos EUA, mas foi importante pela liderança dentro do grupo.

Pela seleção, viveu o momento mais difícil: o doping positivo por cocaína, antes de partida em La Paz, contra a Bolívia, pelas eliminatórias da Copa de 94. Na defesa, Zetti alegou que havia tomado chá de coca e acabou inocentado pela Fifa. Mas passou um período difícil.

Depois de vitoriosa carreira no campo, tentou a sorte como treinador, mas não teve o mesmo êxito. O melhor trabalho foi no comando do Paulista de Jundiaí. Chegou à decisão do Campeonato Paulista, mas saiu derrotado pelo São Caetano de Muricy Ramalho.

Hoje, Zetti segue próximo do futebol e do mundo do esporte. Dá palestras, comenta jogos e ainda tem uma academia de goleiros em São Paulo, a Fechando o Gol, aberta em 2008, em parceria com o também ex-jogador e empresário Fábio Mello, além de Guilherme Setúbal.

Um grande goleiro. Um grande cara.

Sequência de defesas contra a Universidad Católica, na final da Libertadores de 1993:

Fontes:

zetti1.com.br

Wikipédia

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