Roger Keith Barrett

Há 10 anos… dia 7 de julho de 2006.

Roger Keith Barrett

Crazy Diamond. 
Target, stranger, legend and martyr. 
Raver, seers of visions, painter, piper and prisoner. 
Boy child, winner and loser, miner for truth and delusion. 
Shine on You Crazy Diamond.

“É a minha homenagem a Syd e a expressão mais profunda da minha tristeza pela perda do amigo, mas também minha admiração por seu talento”, diz Roger Waters, no documentário sobre o álbum Wish You Were Here – vídeo abaixo -, em referência, claro, à “Shine On You Crazy Diamond”.

Uma obra-prima em tributo ao amigo Syd Barrett. O amigo que, naquela altura, meados dos anos 1970, já havia partido. Para sempre.

“Syd Barrett, o ícone do rock, morreu muito antes de o câncer pancreático ter esgotado seu corpo físico, em 7 de julho de 2006”, escreveu, com precisão, Jordan Runtagh, em matéria do site da Rolling Stone (link abaixo), em memória aos 10 anos da passagem do idealizador do Pink Floyd.

Realmente, o início do fim se deu bem antes, por volta de 1968. Tragado por um vórtex de fama, drogas (muitas drogas) e, principalmente, esquizofrenia, Syd Barrett não suportou. Sucumbiu, silenciou, sumiu.

O Syd era o mais sensível, o mais inteligente. Ele ficou preso no tiro cruzado entre a infância e o sucesso. Você lembra da genialidade dele no Piper at the Gates of Dawn. Lá ele era si mesmo, solto, criativo, experimental. Mas sentiu a pressão que o mundo faz para nos conformarmos, para nos encaixarmos nos padrões daquilo que é esperado de nós. O mundo pediu para Syd deixar de ser si mesmo. E ele começou a se perder, para ele a individualidade era inegociável. Ele era o homem mais íntegro que conheci. Por isso as boas vindas acabaram para ele. O mundo se tornou hostil e ele tentou se encontrar no ácido. Foi justamente lá que ele se perdeu de vez.

O trecho acima, extraído do maravilhoso post-ficção do amigo Daniel Pucci, exprime, à perfeição, os motivos que exauriram a alma de Syd Barret.

O fim físico veio décadas depois do fim espiritual.

A vida pós-Pink Floyd teve dois discos solo – The Madcap Laughs e Barrett, ambos de 1970, o segundo, aliás, produzido por David Gilmour e com participação de Richard Wright -, reclusão intensa, celerada e irreversível, e muitas lendas.

Entre tantas histórias, a mais assustadora e impressionante era, tragicamente, verdadeira. A súbita aparição nos estúdios durante a gravação de Wish You Were Here.

Uma figura irreconhecível, de olhos vazios (os tais black holes in the sky…), cabelos e sobrancelhas cortados, sinistra. Uma imagem tristemente inesquecível, principalmente para Roger Waters, David Gilmour, Richard Wright e Nick Mason.

“Syd foi a luz que guiou a banda no princípio e deixa um legado que continua inspirando”, escreveram os quatro, em surpreendente comunicado conjunto em homenagem ao amigo, uma década atrás.

Roger Keith Barrett foi, de fato, um Diamante Louco. O alvo, o estranho, a lenda, o mártir, o sonhador, o visionário, o pintor, o flautista, o prisioneiro, o garoto, o vencedor e o perdedor, o mineiro em busca da verdade e da ilusão.

Um ser humano incrível e genial, que não suportou a própria loucura e a força brutal da máquina de moer carne do mundo pós-pós-moderno. Um mundo em que os seres frágeis e extremamente sensíveis são reduzidos a pó.

Onde quer que esteja, Shine On, Syd.

Documentário “The Pink Floyd and Syd Barrett Story”:

Documentário sobre o álbum Wish You Were Here:

David Gilmour fala sobre Syd Barrett:

Roger Waters fala sobre Syd Barrett:

Fontes e +MAIS:

sydbarrett.com

Wikipedia

Wikipédia

rollingstone.com

telegraph.co.uk

theguardian.com

ultimateclassicrock.com

barrettbook.com

comunidadeculturaearte.com

gazetadopovo.com.br

cultura.estadao.com.br

acervo.estadao.com.br

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