Morre Pedro Paulo Lopes, o Pepê

Há 25 anos… dia 4 de abril de 1991.

Morre Pedro Paulo Lopes, o Pepê

“Pedro Paulo Carneiro Lopes, o Pepê, 33, o mais destacado piloto brasileiro de asa delta, morreu anteontem em Wakayama, distante 150 km de Osaka, no Japão, após sofrer acidente durante etapa do Campeonato Mundial Aberto de Vôo Livre.” 

Primeira página e principal manchete do caderno de Esporte em 6 de abril de 1991. Como não poderia ser diferente. Vinte cinco anos atrás, a Folha destacou a partida prematura de uma alma carioca. Livre, leve, solta.

Um cara do bem, que fez de sua cidade natal o próprio quintal, um enorme parquinho natural de diversões, inesgotável de possibilidades, surpresas e belezas. Um mundo infinito que ele foi descobrindo.

O hipismo e os cavalos. O mar e o surfe. O ar e a asa delta. O céu é o limite!

Pepê, um sinônimo de Rio. “Cada vez que eu voo, dou graças a Deus por ser carioca”, resumiu, certa vez.

Precursor do surfe brasileiro, da geração dos anos 1970, de Ricardo Bocão, Rico Souza, Otávio Pacheco, entre outros, foi o primeiro brasileiro a brilhar no circuito mundial. Em 1976, Pepê ficou em sexto lugar na mítica etapa de Pipe Masters, no Havaí.

Naquele ano, também se tornaria o primeiro surfista do País a conquistar etapa do circuito da IPS (International of Professionals Surfers), o Waimea 5000. E não poderia ser em outro palco: Rio de Janeiro, claro, na Praia do Arpoador.

Do mar para o ar. Pepê precisava de mais e então começou a praticar o voo livre, lá pelo final dos anos 1970. Foi uma paixão avassaladora. Em pouco tempo, se mostrou um grande atleta e logo faturou o campeonato mundial de asa delta, em 1981. Tinha apenas 24 anos.

Casou-se, teve dois filhos, abriu a famosa e hoje lendária Barraca do Pepê, e se firmou como o grande atleta brasileiro de esportes radicais.

Então, aos 33 anos, deu seu último rolê. Em 4 de abril de 1991, na traiçoeira etapa de Wakayama, no Japão, o tempo instável, chuvoso e com fortes ventos foram inimigos que Pepê não conseguiu superar.

“Eu quero voltar para casa, mas se eu não conseguir, diga que eu os amo muito”.

Foi esse o recado de Pepê para o australiano Steve Blenkinsop, companheiro e testemunha das últimas horas do carioca.

E Pepê voou pra outros ares, atrás de novas aventuras, novos horizontes, tão ou mais lindos que do seu Rio de Janeiro.

Em tempo: vale assistir o SporTV Repórter com reportagem de Felipe Awi, à época dos 20 anos de morte de Pepê.

SporTV Repórter especial sobre Pepê:

Fontes e +MAIS:

Wikipédia

Acervo Folha

– sportv.globo.com

– almasurf.com.br

– extra.globo.com

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