Gustav Mahler apresenta a Sinfonia nº 2 em Berlim

Há 120 anos… dia 13 de dezembro de 1895.

Gustav Mahler apresenta a Sinfonia nº 2 em Berlim

Em 2011, por ocasião dos 10 anos do 11 de setembro, a cidade de Nova York teve extensa programação de eventos para marcar a data. Entre eles, uma apresentação gratuita da Sinfonia nº 2, de Gustav Mahler, com performance da Filarmônica de Nova York e condução de Alan Gilbert.

“’Ressurreição’, de Mahler, estreou em 1895. A inspiração para o trabalho veio da música que Mahler ouviu no funeral de Hans von Bülow, maestro que reverenciava. É um trabalho grandioso e absolutamente inspirador, que começa com uma marcha fúnebre muitas vezes aterrorizante e termina, mais de 80 minutos depois, com um ardente coral, celebrando o renascimento supremo do espírito. A expressão ‘divisor de águas’ é usada em demasia para descrever muitas coisas, mas a Segunda de Mahler tem, realmente, esse tipo de poder transformador. Alguns fãs têm devoção religiosa e quase ritualística à sinfonia. Para muitas orquestras e maestros, é um Everest musical, um ponto de referência e uma peça para ocasiões importantes. É simplesmente uma das maiores obras de arte criadas, e é exatamente a música que nós precisamos ouvir agora”, escreveu Albert Imperato, no Huffington Post.

De fato, é uma obra grandiosa, com um nome inspirador: “Ressurreição”. Judeu não praticante, ele tinha fascínio pela liturgia cristã, especialmente a católica, tanto que se converteria em 1897, para assumir a Ópera Imperial de Viena, cargo restrito a maestros católicos. Em carta dessa época, Mahler explica como nasceu o nome da sinfonia:

“Procurei de fato em toda a literatura mundial, inclusive na Bíblia, para encontrar a palavra redentora… Foi então que Bülow morreu e assisti a um ofício comemorativo. O estado de espírito em que estava ali, pensando no morto, correspondia exatamente ao da obra, que me preocupava permanentemente. Nesse momento preciso, o coro entoou o coral de Klopstock, ‘Ressurreição’! Fui fulminado como por um raio, tudo se tornara límpido, evidente. O criador vive à espera desse raio: é sua ‘Anunciação’. Só me restava transpor para a música aquela experiência. No entanto, se eu já não trouxesse essa obra dentro de mim, como teria podido vivê-la?”.

Mahler vinha trabalhando na sinfonia desde 1888, mas foi em fevereiro de 1984 que teve o insight, por ocasião do velório de Bülow. Fanático pelo tema da morte e da vida, a Segunda Sinfonia proporia responder à pergunta: “Por que se vive?”.

Depois da Nona de Beethoven, de 1824, é a primeira a explorar a questão metafísica da existência, além de se utilizar da voz humana, como a obra-prima do compositor alemão já o fizera.

A Sinfonia nº 2 de Gustav Mahler teve première parcial (três primeiros movimentos) em março de 1895, com condução do próprio. Nove meses depois, ele voltaria a reger a Filarmônica de Berlim, dessa vez apresentando a obra completa.

Uma obra-prima, aliás. Se não conseguir escutá-la na íntegra, ouça ao menos o Quarto Movimento, com o lindo coral. É, realmente, uma ressurreição da alma.

Pouco tempo depois, Mahler apresentaria a sua mais longa sinfonia, a de nº 3, com partes de “Assim falou Zaratustra”, de Friedrich Nietzsche, no quarto andamento.

Mas essa história fica pra outro dia… Porque todo dia é histórico.

A Sinfonia nº 2 completa, sob regência de Leonard Bernstein:

Fontes e +MAIS:

– Wikipedia

– Wikipédia

– dicta.com.br

– imslp.org

– gustavmahler.com

– carnegiehall.org

– npr.org

– guiadosclassicos.blogspot.com.br

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