John Dalton, 250 anos

6 de setembro de 1766

John Dalton, 250 anos

Em dezembro de 1940, um bombardeio da Luftwaffe matou mais de 600 e feriu mais de 2 mil em Manchester, no norte da Inglaterra.

O ataque nazista também causou pesados danos materiais à cidade. A sede da Manchester Literary and Philosophical Society, por exemplo, foi completamente destruída. Dentro, centenas de outras relíquias literárias, científicas e do pensamento humano.

No acervo, a maior parte dos estudos de John Dalton, também muito danificada, levando o escritor, professor e intelectual Isaac Asimov a dizer: “Os estudos e anotações de John Dalton, cuidadosamente preservados durante um século, foram destruídos durante o bombardeio de Manchester na Segunda Guerra Mundial. Não são somente os vivos que são mortos na guerra”.

Pai da teoria atômica moderna, precursor da Química Moderna, pioneiro da meteorologia. O britânico nascido em família Quaker do condado de Cumberland, nordeste da Inglaterra, mostraria capacidade intelectual ainda criança. Aos 12, já lecionava. Aos 14, era fluente em latim.

Em 1793, aos 27, John Dalton foi para a New College, em Manchester, onde se tornou tutor em matemática e filosofia. Na cidade, ganhou acesso à Literary and Philosophical Society, na qual iniciaria os estudos científicos.

A primeira área foi a meteorologia. As profundas e extensas observações do clima e dos fenômenos meteorológicos acompanhariam o britânico até o fim da vida. Os estudos resultariam no primeiro livro, Meteorological Findings.

Em seguida, se debruçaria sobre algo familiar: o que, no futuro, a humanidade chamaria de “daltonismo” – obviamente, por causa dele! Tanto Dalton quanto o irmão não conseguiam distinguir certas cores. Os estudos e análises o levaram à conclusão de que a falta de um fotorreceptor impedia ele e irmão de diferenciar verde e vermelho.

Finalmente, a Teoria Atômica. Opa, mas antes tem a Lei de Dalton, aquela sobre o comportamento dos gases. Bom, em resumo, a base da lei diz que as moléculas de dois gases não se atraem nem se repelem, e as colisões de cada um deles não são afetadas pela presença do outro.

(Química, nem de longe, é o forte do éfemello, ok? Então, em caso de curiosidade maior, um professor deverá ser consultado!).

Dito isso, enfim, a Teoria Atômica de Dalton. A matéria é composta por átomos de diferentes massas, eles se combinam em proporções simples e formam compostos. Eis o princípio básico da tese. (Em caso de curiosidade maior, um professor deverá ser consultado!).

Apesar das futuras descobertas acerca do tema – por exemplo, de que os átomos são divisíveis e compostos por partículas ainda menores, como prótons, nêutrons, elétrons, entre outras -, o primeiro passo da Química moderna foi de John Dalton.

Ele se envolveria com outras áreas da física e do conhecimento humano, como ótica, térmica e até gramática. Em 1837 e 1838, dois episódios de AVC o deixariam com grandes dificuldades na fala e na coordenação motora, mas não o impediriam de seguir fazendo experimentos.

Seis anos depois, em maio de 1844, um novo acidente vascular cerebral. Pouco depois, em 27 de julho, John Dalton seria encontrado sem vida, ao lado da cama. Na véspera, o último registro meteorológico, com a mão trêmula e a escrita quase ilegível.

Hoje, seu corpo repousa em Ardwick, Manchester, em um antigo cemitério que atualmente é um parque.

Pequena biografia de John Dalton:

Fontes e +MAIS:

– Wikipedia

– Wikipédia

– seuhistory.com

– biography.com

– thefamouspeople.com

– chemheritage.org

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