Herbert von Karajan deixa a Filarmônica de Berlim

Há 25 anos… dia 24 de abril de 1989.

Herbert von Karajan deixa a Filarmônica de Berlim

 Foram quase 35 anos de “reinado”.

O mais longo da história de uma das mais renomadas orquestras do mundo.

Sob sua batuta, a Filarmônica de Berlim rodou o mundo, ganhou notoriedade, apareceu. Com mão firme e perfeccionismo, extraiu o máximo dos músicos e cantores. Também quebrou tabus, ao admitir uma mulher na Orquestra – a clarinetista Sabine Meyer -, em 1983, fato inédito até então.

À frente dela, ampliou as funções de um regente, de um “mero” condutor para alguém responsável pelos ensaios, conceituação, produção e comercialização do produto final (quase 900 discos!). Gravou Beethoven (realizou por quatro vezes o ciclo completo das nove sinfonias), as sinfonias de Brahms e as óperas de Wagner e Tchaikovsky.

Herbert von Karajan foi o grande regente da história da tradicional Orquestra Filarmônica de Berlim, fundada em 1882. De 1954 a 1989, comandou com inteligência, competência e talento. Aliás, muito talento.

Para muitos críticos, musicólogos e especialistas, Karajan foi um dos maiores, senão o maior, regente do século XX. Austríaco, também tinha grande influência no processo produtivo em seu país.

Por ter produzido muito, foi o que mais vendeu. Estimativas falam em 200 milhões de cópias, o que o colocaria como o artista de música clássica/erudita mais vendido de todos os tempos. Um fenômeno.

A saída aconteceu por causa de problemas de saúde e em um momento de desgaste, atritos e questionamentos de seu comando em Berlim.

“Os resultados dos exames médicos a que me submeti, durante várias semanas, tornaram impossível para mim desempenhar os meus deveres, tais como os vejo”, escreveu, na carta-renúncia à senadora de Berlim para assuntos de Cultura, Anke Martiny, que aceitou a saída de Karajan prontamente.

Nem o passado ligado ao Nazismo – foi membro do Partido entre 1934 e 1945 – manchou a grande obra deixada à frente da Orquestra Filarmônica de Berlim e do vasto trabalho produzido ao longo da vida.

Poucos meses depois de sua saída, Karajan morreu de um ataque cardíaco, no dia 16 de julho de 1989.

Mas essa história fica pra outro dia… Porque todo dia é histórico.

A Nona Sinfonia de Beethoven, com Karajan e a Filarmônica de Berlim:

Fontes:

Wikipedia

Acervo Estadão

nytimes.com

Anúncios

Fala!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s