Pink Floyd lança o primeiro álbum

Há 50 anos… dia 4 de agosto de 1967.

“A imagem psicodélica do grupo realmente ganha vida, em sábio registro, neste LP, que é uma ótima amostra do seu talento e de técnica de gravação. Muitos sons arrebatadores, ao mesmo tempo flagrantes e sutis, tudo extremamente bem executado”.

Publicada à época do lançamento, a crítica do semanário Record Mirror acerta em cheio sobre The Piper at the Gates of Dawn, o hoje mítico álbum de estreia do Pink Floyd.

Um sábio registro, uma amostra do talento da banda, sons arrebatadores, flagrantes e sutis, extremamente bem executado.

Ou, como escreveu Alexandre Matias em resenha de 2006, “o disco mais pop e mais psicodélico simultaneamente que a história do rock já viu”.

Mais do que tudo, o debute pinkfloydiano é um testamento sonoro da genialidade de Syd Barrett.

Em melodia, letra e conceito, Syd revela o colossal talento.

É, sem dúvida, o brilho mais reluzente e deslumbrante do “louco diamante”.

Uma viagem de 42 minutos, que decola com a espacial “Astronomy Domine” e pousa com a prosaica e lírica “Bike”. Jornada de psicodelia, lisergia, folk, rock, pitadas de mod, temperos de blues. Acima de tudo, e principalmente, uma odisseia de experimentação.

Como as duas faixas instrumentais, por exemplo.

Capitaneada pelas teclas de Richard Wright, “Pow R. Toc H.” começa com “um som das cavernas” nas vozes de Barrett e Waters e ganha vida no piano jazzy de Wright. De repente, tudo muda, e o talentosíssimo pianoman lidera a viagem com órgão à la Manzarek. Sonzaço.

Abrindo o lado B, “Interstellar Overdrive” é outra coisa. Uma jam que inicia com combinação de guitarra, bateria e baixo, meio Kinks, e se perde em becos sonoros de pura psicodelia. “O mais próximo que a psicodelia chegaria ao free jazz sem perder suas características rocker”, pontua Matias. Perfeito.

No mesmo lado, tem ainda a bonitinha “The Gnome”, faixa pra contar e pra cantar aos filhos antes de dormir, a mágica “Chapter 24” e a surrealista “The Scarecrow”, além de “Bike”, que termina com evidente referência ao final de “A Day in The Life” (dá uma ouvida!) e prenuncia os sons de “Time”.

A estrada de arrebatamento também nos oferece a blues roqueira “Lucifer Sam”, a hipnótica “Matilda Mother” (de novo com órgão à The Doors), a bomba sinestésica “Flaming” e “Take Up Thy Stethoscope And Walk” (mais Manzarek!), única composição solo de Roger Waters no disco.

Ouvir e disseminar The Piper at the Gates of Dawn é um ato afetivo para manter viva a chama de Syd Barrett.

Bota o fone, aumenta o som e aperta o play. E compartilha!

Em tempo1: o texto completo do Alexandre Matias, a história sobre a foto da capa e outras cositas más, tá tudo nos links abaixo!

Em tempo2: alguns falam 4, outros 5. Fico com o site oficial do Pink Floyd, que confirma o lançamento do álbum em 4 de agosto de 1967.

The Piper at the Gates of Dawn:

Fontes e +MAIS:

– pinkfloyd.com

– Wikipedia

– Wikipédia

– books.google.com.br

– trabalhosujo.com.br

– matias.blogosfera.uol.com.br

– ultimateclassicrock.com

– allmusic.com

– rollingstone.com

– whiplash.net

– f508.com.br

 

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