Hong Kong retorna para as mãos da China

Há 20 anos… dia 1º de julho de 1997.

“Hong Kong não tem suficiente democracia hoje e, se não protestarmos, teremos menos ainda”, disse Anthea Ho, de 27 anos, explicando que havia aderido ao protesto por medo de que a democracia morra em Hong Kong, agora sob domínio chinês.

Estadão, 2 de julho de 1997 (link abaixo).

Ativistas detidos neste sábado, 30, durante protestos contra a visita do presidente da China, Xi Jinping, a Hong Kong, denunciaram as forças de segurança por terem “cometido ataques violentos e feito ameaças”. (…) “A polícia está exercendo um abuso de poder e seu trabalho foi prevenir que fôssemos à cerimônia para protestar”, disse Joshua Wong, líder de um partido que participou da marcha para reivindicar mais liberdades para Hong Kong.

internacional.estadao.com.br, 1º de julho de 2017.

O alerta da manifestante, duas décadas atrás, foi como um presságio. Vinte anos depois de retornar às mãos da China, Hong Kong segue sem democracia suficiente, sob firme domínio do governo de Pequim, como indicam, sem espaço para dúvidas, as palavras de Xi Jinping:

“Todos os esforços para colocar em risco a soberania nacional, para desafiar a autoridade do governo central e a lei fundamental de Hong Kong, para utilizar Hong Kong para atingir – ou sabotar – a China continental cruzam a linha vermelha e são absolutamente inadmissíveis”, disse, por ocasião da posse da nova chefe de governo de Hong Kong, Carrie Lam, já acusada de ser apenas um fantoche na mão do mandatário chinês.

Na edição da Folha de 2 de julho de 1997, Elio Gaspari também parecia adivinhar o destino da ilha, que ficou mais de 150 anos sob domínio britânico.

“Há um cheiro de queimado na reconquista de Hong Kong pela China”, escreveu, na abertura de sua coluna, comparando o processo ao período em que a Alemanha de Hitler tomou a Áustria de assalto.

No fim, profetizou, preciso: “É aí que está o cheiro de queimado. Parece mais importante acompanhar a beleza dos fogos de artifício explodidos na baía de Hong Kong do que a ameaça de supressão dos direitos de seus habitantes. Foi assim na Áustria”.

Vinte anos se passaram desde que Tony Blair e o príncipe Charles estiveram na ilha para a devolução à China e até os fogos foram deixados de lado. Há pouco ou nenhum motivo para festa.

Atenta, com rédea curta, Pequim olha para Hong Kong e também estica o pescoço a outras “dissidentes” ou “rebeldes” ao governo central, como Taiwan, por exemplo.

Mas essa história fica pra outro dia… Porque todo dia é histórico.

A cerimônia de passagem de bastão:

Fontes e +MAIS:

– Wikipedia

– Wikipédia

– Acervo Estadão

– Acervo Folha

– bbc.com

– nytimes.com

– theguardian.com

– bbc.com

– veja.abril.com.br

– g1.globo.com

 

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