Ella Fitzgerald, 100 anos

25 de abril de 1917

Menos de dois meses separam o marco inicial do jazz de seu nascimento.

Destino? Possivelmente.

Assim como é bem possível que a saudação ao mundo da filha de Temperance e William Fitzgerald, 100 anos atrás, tenha sido em forma de canto, não de choro.

Porque Ella Jane Fitzgerald veio à Terra para celebrar a música.

Para ser a música. Em especial, a americana.

Para se tornar “A Rainha do Jazz”.

Ou, ainda mais apropriado, “A Primeira-Dama da Canção”.

A tímida mulher de Newport News, Virginia, atravessou a existência com graça e savoir-faire, temperamento que a ajudaria nos tempos mais difíceis, especialmente os da infância pobre e desamparada, sobre a qual não gostava de falar. “O importante não é saber de onde se veio, mas para onde se vai”, diria, em entrevista.

E Ella foi. Como foi!

“Ella Fitzgerald foi a mais popular cantora de jazz nos Estados Unidos por mais de meio século. Em sua vida, ganhou 13 Grammy e vendeu mais de 40 milhões de álbuns”, resume a biografia do site oficial.

Sim, foram mais de 50 anos de música, sempre acompanhada de monstros como Chick Webb, Louis Armstrong, Benny Goodman, Count Basie, Oscar Peterson, Duke Ellington, Dizzy Gillespie… Frank Sinatra!

Blue Eyes, o equivalente masculino.

Pode-se dizer, sem exagero, que Sinatra foi Ella de smoking!

“Ella Fitzgerald é o verdadeiro Frank Sinatra”, dizia Fernando Sabino, como lembra João Máximo, em saboroso texto em homenagem ao centenário d’Ella, no Globo.

Para o escritor mineiro, Ella era a autêntica “The Voice” – “A grande intérprete do song book americano, a que melhor emprestou a esse repertório os ricos fundamentos do jazz e, tanto quanto Sinatra, a que chegou mais perto da aprovação unânime”, escreve Máximo.

A melhor definição da “Primeira-Dama da Canção”, porém, veio do pianista Jimmy Rowles.

É com ela que terminamos nosso tributo para Ella.

“Tudo nela era música. Quando andava pelas ruas, sempre cantarolando, deixava por onde passava um rastro de notas musicais”.

Em tempo: vale clicar nos links abaixo e neste aqui, do amigo Marcelo Pinheiro, que relembra a reverência em forma de disco da “Rainha do Jazz” para o maestro Tom Jobim!

“Summertime”:

“Cheek to Cheek”:

“Dream a Little Dream of Me”, com Louis Armstrong:

Fontes e +MAIS:

– ellafitzgerald.com

– Wikipedia

– Wikipédia

– biography.com

– nytimes.com

– telegraph.co.uk

– mentalfloss.com

– oglobo.globo.com

– brasil.elpais.com

– radiobatuta.com.br

– huffpostbrasil.com

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2 comentários sobre “Ella Fitzgerald, 100 anos

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