O golaço “espírita” de Careca no Morumbi

Há 30 anos… dia 11 de fevereiro de 1987.

O golaço “espírita” de Careca no Morumbi

O lateral-esquerdo cobra na ponta para Careca

Rrrrecolheu, fintou por dentro, tentou dali de virada pro goooool…

 

Eeeeeeeeeeeeeeee… queeeeeeeeeeeeee…

GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO… LAÇOOOOOOOO!

 

Um gol espírita, um gol bendito, um gol aflito, eu repito…

…CARECA!

 

Um gol bendito, um gol aflito, eu repito: CARECA!

Um gol aflito, um gol bendito, eu repito: CARECA é o nome dele!

 

Um golaaaaaço de Careca, quase sem ângulo!

Eu esperava o cruzamento e acho que toda a zaga do Fluminense também!

 

Estava difícil, São Paulo estava vendo que não dava, foi só o Careca ir pra ponta, foi na ponta-esquerda, limpou o zagueirão e, sem ângulo, quase sem ângulo, bateu forte pra dentro do gol!

 

Na boca da botija, o gol tá fraquinho no Morumbi! O gol tá fraco do centroavante Careca!

 

Na frente o Tricolor, CARECA! São Paulo 1, Fluminense 0.

Um golaaaaço, um gol de craque! Um gol de craque de Careca!

 

Um golaço, ele vai a vice na artilharia do campeonato, 21 gols pra Careca!

É o gol tá fraco no Morumbi, delira o povão! Faz festa a galera!

Antônio de Oliveira Filho, Careca.

Um “artilheiro certificado”, como escreveram André Kfouri e PVC, no livro Os 100 melhores jogadores brasileiros de todos os tempos, em que o craque de Araraquara se faz presente, com toda justiça.

Trinta anos atrás, ele estava “on fire”, como dizem os americanos.

Sabe Stephen Curry na temporada 2015–16?

Pois é. Este é Careca na reta final do Brasileirão de 1986 – que só terminou em 1987.

Para se ter uma ideia, nos últimos 6 jogos da vitoriosa campanha são-paulina (quartas, semifinais e finais), o camisa 9 anotou 5 dos 9 gols do time de Pepe.

Como esta pintura “espírita” e inverossímil, imortalizada na narração do também cracaço Osmar Santos, o Pai da Matéria.

Um golaço impossível que tirou o São Paulo do sufoco. A derrota por 1 a 0 no Maracanã obrigava o tricolor paulista a conquistar a vitória simples no Morumbi. Mas o jogo estava renhido, duro, brigado. E Careca tirou mais um coelho da cartola, já aos 22 minutos do segundo tempo.

Depois, Müller fez mais um e o Clube da Fé se classificou para as semifinais, contra o América-RJ. Careca novamente seria o nome do time, deixando sua marca nas duas partidas (1 a 0 em São Paulo, 1 a 1 no Rio), com direito a cavadinha no segundo duelo!

Na grande final, contra o clube onde ele nascera no futebol, o Guarani, brilharia a estrela do artilheiro no momento fatal.

Mas essa história épica fica pra outro dia… Porque todo dia é histórico.

“Jogos Para Sempre”, da Globo, com Careca:

Fontes e +MAIS:

– Acervo Folha

– Acervo Estadão

– Almanaque do São Paulo, de Alexandre da Costa

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