Morre Bauer, “O Monstro do Maracanã”

Há 10 anos… dia 4 de fevereiro de 2007.

Morre Bauer, "O Monstro do Maracanã"

Barbosa foi o mártir. Com toda injustiça, diga-se.

Bigode e Juvenal os vilões, o primeiro por não marcar Ghiggia, o último por não dar cobertura.

Flávio Costa, o técnico, também foi alvo, sob argumento de que escalou mal o time.

O Maracanazo produziu feridas abertas e inúmeras “Genis”.

José Carlos Bauer é, certamente, uma exceção. Entrou no time no segundo jogo, empate por 2 a 2 contra a Suíça, no Pacaembu, formando a poética e clássica linha-média que fez História no São Paulo dos anos 1940: Rui, Bauer e Noronha. Uma média de Flávio Costa para agradar à torcida paulista.

Os parceiros retornaram ao banco. Bauer foi até a final, para se consagrar como “O Monstro do Maracanã” (ou “O Gigante do Maracanã”), por suas atuações sóbrias, elegantes, competentes e quase perfeitas naquela fatídica Copa de 50.

O filho de suíço com mãe negra brasileira se salvou. Tanto que, quatro anos mais tarde, jogou mais uma Copa, na terra do pai, com a tarja de capitão no braço.

O último jogo com a amarelinha – com a qual conquistou o Campeonato Sul-Americano (atual Copa América), em 1949, e o Pan-Americano de 1952 – foi a mítica “Batalha de Berna”, quando a seleção tomou um sapeca iaiá dos húngaros, 4 a 2, com direito a quiproquó (e cenas lamentáveis) pós-jogo.

No total, atuou em 26 partidas pelo Brasil.

Mas a camisa da vida do paulistano nascido em Santa Cecília, a 21 de novembro de 1925, foi a vermelha, preta e branca do São Paulo Futebol Clube. Chegou ainda no infantil, com 14 anos. Saiu em 1956, após 5 títulos de Campeonato Paulista (1945, 1946, 1948, 1949 e 1953), 396 jogos e 18 gols.

“…matava a pelota no peito e saía jogando como ninguém fazia na sua época. Tinha total noção de estratégias em campo”, escreve Alexandre da Costa, no perfil de Bauer no Almanaque do São Paulo.

Depois do Tricolor, Bauer atuou ainda por Botafogo, Portuguesa e São Bento, antes de encerrar a carreira no campo, por volta de 1958. Fora das quatro linhas, tentou a vida de treinador, sem sucesso.

Reza a lenda que foi o descobridor de Eusébio, indicando-o ao São Paulo. Ao ver a “Pantera Negra” jogar, em excursão ao Moçambique, telefonou para o clube, que, dizem, desdenhou. O atacante acabaria no Benfica de Béla Guttmann, que já tivera passagem vitoriosa pelo próprio Tricolor. O resto é história… Contada aqui!

Há uma década, Bauer partiu, para formar no Céu a inesquecível trinca ao lado dos amigos Rui e Noronha.

P.S.: Vale ver o vídeo e ler o link com o depoimento de Bauer ao Museu da Pessoa.

Depoimento de Bauer ao Museu da Pessoa, de São Paulo:

Fontes e +MAIS:

– Wikipédia

– Wikipedia

– Acervo Estadão

– saopaulofc.net

– museudapessoa.net

– terceirotempo.bol.uol.com.br

– acervodabola.com.br

– ferroviariasa.com.br

– oexplorador.com.br

– esporte.uol.com.br

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