Morre a atriz Dina Sfat

Há 25 anos… dia 20 de março de 1989.

20mar14

“Sempre fui uma pessoa entusiasmada. Pra mim, não existem sentimentos médios. Sou exaltada”.

“A minha história foi sempre de situações-limite, quer dizer, eu sempre me ponho em situações em que ou dou um salto ou morro.”

Mulher. Talentosa. Corajosa. Linda. Forte. Inteligente. Intensa. Múltipla.

Nasceu Dina Kutner de Sousa. Brilhou como Dina Sfat.

Dina Sfat, simplesmente.

Fez teatro, cinema, TV. Fora do palco e das telas, nunca teve medo de mostrar suas convicções, expressar suas opiniões e reivindicar direitos.

Durante o triste período da ditadura militar, manteve postura firme. É famoso o episódio de sua participação no programa Canal Livre, da Band, em que o entrevistado era o general Dilermando Monteiro, ex-comandante do II Exército. Calada durante toda a entrevista, foi abordada pelo general a falar alguma coisa. “Eu tenho medo de generais”. Direta, mostrou o que todo o Brasil sentia com os militares no poder. Medo.

“A consequência mais grave da censura é que ela inibe as pessoas naquilo que elas têm de mais precioso, que é a sua criatividade”, disse, sobre o regime militar que mergulhou o País nas sombras por mais de 20 anos.

Como atriz, Dina foi múltipla. Estrou nos palcos em 1962, na peça Antígone América, dirigida por Antonio Abujamra. Em seguida, se engajou no Teatro de Arena, estreando com o papel de Manuela, em Os Fuzis da Senhora Carrar, de Bertold Brecht. Fez Arena Conta Zumbi, de Augusto Boal e Gianfrancesco Guarnieri, já com o sobrenome Sfat, uma homenagem à cidade natal da mãe, segundo Dina, de ascendência judaica. Pouco depois, brilhou ao substituir Ítala Nandi em O Rei da Vela, de José Celso Martinez Corrêa, do Teatro Oficina. Foi a explosão de um talento impressionante.

As estreias no cinema e na TV aconteceram em 1966. Foram quase 20 filmes na telona, de “Corpo Ardente” até “O Judeu”, lançado após a sua morte.

O mais famoso papel foi como a guerrilheira Cy, em “Macunaíma” (1969), de Joaquim Pedro de Andrade, longa em que contracenou com Grande Otelo e o marido Paulo José.

A relação durou 17 anos e gerou duas filhas: Isabel e Ana. A primeira é a atriz Bel Kutner, que já fez inúmeras novelas pela TV Globo e por outras emissoras. Ana tentou seguir a carreira da mãe e da irmã, mas desistiu.

Na telinha, Dina Sfat fez mais de 30 trabalhos, entre novelas, minisséries, seriados e até musicais, como o Elis Regina Especial (1972). Selva de Pedra (1972), Os Ossos do Barão (1973), Gabriela (1975), Saramandaia (1976), O Astro (1977), Avenida Paulista (1982) e Rabo de Saia (1984) foram os mais marcantes. O último foi na novela Bebê a Bordo, em 1988.

“O bonito na minha vida é que sinto que o trabalho que estou fazendo nunca é o último. Mas apenas uma parte em meio a todos os outros. Isso me faz sentir muito bem.”

Dina lutou contra o câncer de frente por sete anos. Partiu em 20 de março de 1989.

Veja o programa “De Lá Pra Cá”, de Ancelmo Gois e Vera Barroso, sobre Dina Sfat: 

Fontes:

Wikipédia

Acervo Estadão

memoriaglobo.globo.com

itaucultural.org.br

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4 comentários sobre “Morre a atriz Dina Sfat

  1. Obrigado por enviar a trajetória de Dina Sfat, uma atriz que à conheci na novela Selva de Pedra. Contracenando com, Francisco Couco como Cristiano Vilhena . Sinto muita saudade de todos atores e atrizes, eu era criança hoje tenho 58 anos de idade. Muito por fazer-me lembrar-me de Dina e de sua trajetória. Agradecido.

  2. Dina Sfat uma das melhores atriz brasileira. Saudades até o dia de hoje.Vejo a Kel kutner vomo se fosse a Dina. Abraços@

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