Queen lança “Somebody to Love” no Reino Unido

Há 40 anos… dia 12 de novembro de 1976.

Queen lança "Somebody to Love" no Reino Unido

POR FELIPE FIGUEIREDO MELLO*

“Can anybody find me somebody to love?

(Anybody find me someone to love)

Got no feel I got no rhythm

I just keep losing my beat (you just keep losing and losing)”

Como descrever esse maravilhoso paradoxo emocional que foi (é?) o Queen? Como colocar em palavras, em uma análise breve e superficial, a potência lírica e musical do quarteto formado por Mercury, May, Taylor e Deacon?

Hoje percebo que a existência do Queen e sua profunda influência àqueles que têm paixão pela banda não se trata propriamente de um paradoxo, mas da representação daquilo que outros músicos, compatriotas de Liverpool, cantaram no último verso, da última música, do último álbum: “the love you take is equal to the love you make”.

A essência do Queen, acho, é expressar tudo aquilo que nos é mais profundo e caro e íntimo, de uma forma absolutamente compreensível e, por isso mesmo, congregar indivíduos em sentimentos ‘uníssonos’. Queen é quase uma forma de religião. E se você, caro leitor, tem alguma dúvida, se lembre-se de que “We Are The Champions”, por exemplo, é uma musica universalmente reconhecida como tema de superação individual e coletiva. É catártica como um culto! “We Will Rock You” idem.

Mas a música da efeméride de hoje, que completa 40 anos de lançamento, não é esta nem aquela, mas “Somebody To Love”. É música gospel sem tirar nem por. Sem dever nada para Aretha Franklin, uma das grandes influências de Freddie Mercury, que compôs letra e melodia.

A letra é sobre a crença em Deus, sobre a dureza da vida e aquilo que, potencialmente, nos salva: o amor. Mas não é propriamente o conteúdo da letra, e sim a forma com que se expressa: um inigualável Freddie Mercury se rasgando de dentro pra fora, acompanhado pelas cordas sempre emotivas da guitarra de Brian May e um potente coral. A música foi gravada com várias camadas de voz e multitracking, tornando um coral de 3 (Mercury, May e Taylor) num coral de 100. Impossível não se sentir dentro de uma capela em alguma cidade do sul dos Estados Unidos!

A intenção sempre foi essa: segundo Taylor, baterista, é a música mais mais solta, mais desprendida do repertório. Para Deacon, baixista, “this song made it clear to fans that Queen could swing as hard as it could rock, by channeling the spirit of gospel music.”

E é uma canção de sentimento, que é a razão de ser da música gospel.

Assim, abandono um pouco a ideia do tal paradoxo e passo para outra, que também não se encaixa lá muito bem: ironia. Me parece uma enorme ironia que, tanto Freddie quanto a banda que liderava, estivessem em busca de amor. O amor era sentimento tão presente nos shows, do público para seus ídolos e também nos bastidores.

A impressão é que o quarteto se ama(va) muito e isso ficou claro na harmonia das músicas, muitas delas com corais, e na energia dos palcos. Nem mesmo a despedida precoce de Mercury, em 1991, fez a banda terminar. Seus amigos fizeram questão de seguir com o legado musical, sempre como um tributo a Freddie.

* Felipe Figueiredo Mello ama Queen desde a infância. Foi a primeira banda que amou!

Vídeo oficial:

Só Freddie Mercury:

Coral:

Fontes e +MAIS:

– Wikipedia

– Wikipédia

– songfacts.com

– allmusic.com

– books.google.com.br

– queenonline.com

Anúncios

Fala!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s