Capitão, 50 anos

19 de setembro de 1966

Capitão, 50 anos

A bola chutada por Aílton passou rente à coxa direita.

De costas para o lance, de frente para a meta de Clemer, ele viu a redonda estufar as próprias redes.

Instantaneamente, o corpo desabou no gramado do Olímpico.

Uma imagem simbólica. O camisa 5 caído. O capitão vencido.

Era o fim do sonho. A taça do Campeonato Brasileiro de 1996 ficaria em Porto Alegre. Mais uma para a sala de glórias do Grêmio.

Nunca a Portuguesa chegara tão perto de uma conquista desse tamanho. Jamais a Lusa alcançou novamente uma final da elite do futebol nacional. Possivelmente, não atingirá de novo.

Neste 19 de setembro de 2016, cinquentenário do jogador que mais vestiu o manto rubro-verde, um dos maiores símbolos de sua História, a Associação Portuguesa de Desportos vive a maior crise em 96 anos de existência.

No último domingo, derrota por 2 a 0 para a Tombense sacramentou o inacreditável: a queda para a série D do Campeonato Brasileiro. Endividada e sem perspectiva de futuro, a querida Lusa do Canindé agoniza.

Ah, se aquela bola de Aílton não tivesse entrado, 20 anos atrás…

O troféu de campeão brasileiro seria da Lusa.

Seria de Oleúde José Ribeiro, o Capitão.

Entre todas as figuras envolvidas na trama daquela decisão, ninguém seria mais merecedor do título do que ele.

Capitão dedicou 10 dos 50 anos de vida para a Portuguesa. Em quase 500 jogos oficiais, foi exemplo de trabalho, simplicidade, amor, garra, abnegação. Um cara para a História do clube.

Não à toa, está no time dos 10 maiores ídolos, na seleção do livro do jornalista Jorge Nicola. Mais do que justo.

Pela Lusinha, a conquista que não veio em 1996 não veio nunca. Capitão foi conhecer o gostinho do título somente fora do Canindé. Campeão japonês pelo Verdy Tokio em 1994, campeão paulista pelo São Paulo, em 1998 (atuando como zagueiro), campeão gaúcho em 1999 pelo… Grêmio!

Mas não tem jeito: ele será sempre o Capitão da Portuguesa, “o dono do Canindé”, como o título da ótima reportagem do Puntero Izquierdo – leia aqui. Entre tantas histórias, ele relembra a dor no peito na hora do gol de Aílton.

Viva Oleúde.

Viva a Portuguesa.

Capitão apresenta camisa em sua homenagem:

Fontes e +MAIS:

– Wikipédia

– acervodalusa.com.br

– terceirotempo.bol.uol.com.br

– esporte.uol.com.br

– globoesporte.globo.com

– mantosdofutebol.com.br

– jovempan.uol.com.br

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