“Curtindo a Vida Adoidado” estreia nos cinemas dos EUA

Há 30 anos… dia 11 de junho de 1986.

"Curtindo a Vida Adoidado" estreia nos cinemas dos EUA

POR FELIPE FIGUEIREDO MELLO*

Quando a gente fala sobre uma moda, uma música ou um filme que marcaram na nossa infância ou adolescência, costuma dizer que tais coisas são “da minha época”. Mesmo muitos clássicos, como músicas dos Beatles ou dos Stones, do Chico e do Caetano. Jamais me atreveria a dizer que “Stairway to Heaven”, por exemplo, é da minha época, ainda que eu tenha escutado infinitas vezes.

Este não parece ser o caso do aniversariante do dia, que completa hoje os mesmos 30 anos que eu! E este, que tantas vezes assisti na “Sessão da Tarde” da Globo, eu definitivamente considero como “da minha época”!

O que torna “Curtindo a Vida Adoidado” (“Ferris Bueller’s Day Off”) um clássico não é algo vinculado a um período ou cultura específicos, como a moda dos anos 1980 (ombreiras, penteados e músicas com sintetizadores) ou aqueles corredores clássicos de QUALQUER High School americana (paredes de armários/lockers e portas de sala de aula com janelinha de vidro).

O que torna o filme de John Hughes uma obra prima é aquele sentimento que você sabe e eu sei o que é, mas não conseguimos descrever direito: é vinculado à adolescência, mas não é só isso. Tem a ver com liberdade, mas não apenas ela. Mistura euforia e introspecção, melancolia e exposição, remete ao medo do futuro e de se saber como viver o presente.

Se formos olhar fria e minuciosamente, o enredo que envolve Ferris, seu amigo Cameron e sua namorada Sloane, é absolutamente trivial: matar aula, mentir para os pais, brigar com a irmã, ir a um jogo de beisebol e a um museu, fingir-se de adulto em um restaurante chique e sair sem pagar…

A graça do filme está mesmo no charme de seus dois principais personagens, Ferris e Cameron, opostos em quase tudo, e na propriedade com que eles vivem aquele único dia. Se for para matar aula, que seja em grande estilo, longe de casa, usando a Ferrari da coleção do pai, ao lado do melhor amigo e da namorada.

E a graça está em tocar o espectador com aquela angústia primordial do homem contemporâneo:

“A vida passa rápido demais. Se você não parar e olhar em volta de vez em quando, você pode perdê-la.”

Quem consegue se segurar na poltrona ao ver Ferris emular John Lennon e levantar as ruas de Chicago com “Twist and Shout”?

(Aliás, não há música mais significativa e apropriada: conta a história que a versão beatle de “Twist and Shout” foi gravada em um único take, com Lennon destruindo o que havia sobrado de sua voz depois de um intenso dia de gripe e muito trabalho nos estúdios).

Ferris deixa tudo de si naquele dia. Cameron também. A jornada termina com Cameron se enchendo de coragem para confrontar o pai e com Ferris pedindo a namorada em casamento (antes de voltar pra casa e viver uma derradeira e fracassada ameaça de ser desmascarado pelo diretor Ed Rooney).

Que seja um dia pra guardar na memória por longos 30 anos!

Um dia único… Porque todo dia é histórico!

* Felipe Figueiredo Mello sempre se identificou mais com Cameron.

Trailer oficial:

Trailer para os cinemas:

Fontes e +MAIS:

Wikipedia

Wikipédia

IMDb

– alias.estadao.com.br

– rogerebert.com

– nypost.com

– today.com

– abcnews.go.com

– ferrisfest.com

– metro.co.uk

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