O primeiro título do Chicago Bulls de Michael Jordan

Há 25 anos… dia 12 de junho de 1991.

O primeiro título do Chicago Bulls de Michael Jordan

POR ARTHUR MELLO*

Toda geração tem uma lenda, toda jornada se inicia após um primeiro passo, toda saga tem um começo. Poucos seriam capazes de apostar que naquele ano de 1991 estaríamos presenciando o nascimento de uma das maiores dinastias no esporte profissional.

Michael Jordan já era um astro havia algum tempo, é bom que fique claro. Sua habilidade, carisma, enterradas e pontos – muitos pontos – já o haviam alçado ao estrelato absoluto da NBA. No entanto, após 6 temporadas desde o debute na liga profissional, sua capacidade de conquistar títulos começava a ser posta em dúvida.

Tinham sido anos difíceis. A franquia de Chicago não dispunha de recursos e, desde sua temporada como rookie, MJ teve como elenco coadjuvante apenas companheiros medianos, todos selecionados no draft.

Além disso, para os puristas do basquete, a estrela dos Bulls não se comparava com os astros contemporâneos. Bird, Magic e até mesmo seu grande rival, Isiah Thomas, eram amplamente reconhecidos pela capacidade de tornarem seus companheiros de equipes em jogadores melhores. O basquete é um esporte coletivo, e Jordan praticava um esporte individual. Cheio de plasticidade e recordes, mas sem título algum.

O início do campeonato de 1991 foi forjado com a chegada de um técnico com métodos heterodoxos e duas escolhas no draft alguns anos antes.

Se Phil Jackson foi capaz de convencer o maior de todos a confiar em seus companheiros, Scottie Pipen e Horace Grant tiveram papel preponderante nessa jornada. Naquele 1991, Pippen já era um veterano e passou a se tornar uma ameaça real para as defesas adversárias. Além de, claro, seu jogo defensivo, que se provaria fundamental nas finais. Grant e o veterano Cartwright eram os protetores do garrafão e do próprio Jordan, principalmente contra sua grande nêmesis, o Detroit Pistons.

Diferente de outras temporadas, Jordan passou a entender que seus companheiros poderiam ajudar. Toda a questão era envolvê-los desde o início dos jogos. Assim, MJ poderia poupar suas energias ao longo dos três primeiros quartos e assumir o jogo sozinho no quarto derradeiro.

A tática se provou certeira. Com a melhor campanha do Leste, os Bulls avançaram sem dificuldades para as finais da conferência, vencendo os Knicks e os Sixers. Novamente, pelo terceiro ano consecutivo, enfrentaria os Bad Boys de Detroit e suas “Jordan Rules”. A tática aplicada por Thomas e seus companheiros era simples. Marcar Jordan apenas, usando marcação dupla ou até tripla o jogo inteiro. Até aquele ano, tudo funcionou. Os companheiros de equipe de Chicago pouco participavam, Jordan se exauria e, no fim, os Pistons levavam a melhor.

Com uma nova mentalidade e com a experiência e sede de vitória acumulada por anos de frustração, os Bulls venceram a série de forma acachapante e os Pistons saíram de quadra humilhados após um quarto jogo.

Era a final dos sonhos: Magic x Jordan. A estrela com cinco campeonatos e aura de melhor do esporte contra o indivíduo mais celebrado da liga. O primeiro jogo em Chicago foi frustrante. Magic dominou as ações, Jordan esteve irreconhecível e, após um duelo equilibrado, os Lakers levaram a melhor. Os fantasmas do passado voltaram a assombrar os Bulls. Falou-se na pouca experiência, no jogo individual de Jordan, na dominância de Magic…

A partir dali, foram 4 jogos memoráveis. Jackson escalou Pippen para marcar Magic e o que se viu foi uma das maiores exibições de jogo defensivo da História da NBA. Contando com a ajuda de um excelente arremessador como Paxson e um sexto homem como BJ Armstrong, naquele 12 de junho de 1991 começamos a ver o que Jordan era capaz de fazer.

Até hoje uma de suas jogadas naquelas finais é celebrada. Em “The Move”, como foi apelidada, Jordan parece realmente voar. Em 1991, Jordan de uma vez por todas aprendeu a voar e o céu era o limite para ele.

* Arthur Mello  acompanhou a dinastia dos Bulls de Michael Jordan do início ao fim, incluindo as doídas derrotas de 97 e 98. 

Melhores momentos do jogo 5:

+MAIS:

– Wikipedia

– nba.com

– basketball-reference.com

– chicagomag.com

– landofbasketball.com

– chipublib.org

– chicagotribune.com

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