Chicago Bulls obtém recorde de 72 vitórias na NBA

Há 20 anos… dia 21 de abril de 1996.

Chicago Bulls obtém recorde de 72 vitórias na NBA

POR ARTHUR MELLO*

No início dos anos 1990, os adversários de Michael Jordan aprenderam que a melhor estratégia para vencê-lo era, simplesmente, deixá-lo em paz. Fechar a boca, não falar nada que pudesse ser encarado como uma provocação.

As histórias e vítimas se acumularam ao longo dos anos, mas aparentemente dois anos de aposentadoria e uma derrota para o excelente time do Orlando, em 1995, foram suficientes para que um novato, Jerry Stackhouse, ignorasse os mais velhos.

Stackhouse começou a falar publicamente que durante os treinos de verão na Universidade da Carolina do Norte – onde Jordan também jogou – tinha sido capaz de parar Jordan. Péssima ideia. O discurso chegou aos ouvidos de MJ e, no primeiro jogo contra o Philadelphia, o número 23 fez 48 pontos, acertou 64% dos seus arremessos e ficou no banco de reservas por todo o último quarto.

Essa era a mentalidade daquele inesquecível Chicago de 1996. Um time mordido pela humilhante derrota para Shaq e com um líder disposto a mostrar à todos que a liga profissional americana ainda era sua.

Reforçado pelo polêmico Dennis Rodman, o quinteto titular dos Bulls era um rolo compressor: na defesa e no ataque. Ron Harper mudou suas características originais, tornou-se uma arma ameaçadora para os armadores adversários. Fisicamente, era covardia.

Pippen, talvez o único jogador da historia até então (LeBron tinha 12 anos na época) capaz de marcar 4 dos 5 jogadores adversários com a mesma eficiência que atacava a cesta. Luc Longley era a peça perfeita para o sistema de triângulos de Phil Jackson, um pivô capaz de proteger o garrafão e passar a bola com rapidez e relativa precisão.

Michael Jordan possivelmente não estava no auge da sua forma física. Mas a combinação de experiência e de foco o ajudaram a desenvolver uma arma ainda mais letal no seu arsenal. O Fade-Away jumper. Naquela temporada, era simplesmente imparável.

Não é à toa que esse time tenha batido o recorde de vitórias do Lakers de 1972, que simplesmente contava com Jerry West (o logo da NBA) e Wilt Chamberlain.

A temporada regular, diferente do normal, não foi encarada como um aperitivo para os playoffs. Aquele time tinha uma missão e queria deixar muito claro para todos que a História estava sendo escrita. Após incríveis 72 vitorias e apenas 10 derrotas, os playoffs tornaram-se uma mera formalidade. Foram mais 15 vitórias e apenas 3 derrotas.

Confesso que acompanhei com atenção as discussões de qual time seria o melhor. O Golden State de Curry ou o Chicago de Jordan. É uma discussão difícil, pois as regras mudaram muito em 20 anos. A NBA de hoje é praticamente um outro esporte. Defesa por zona, zona restrita no garrafão. Os Bulls de 1996 seriam punidos com faltas em toda posse de bola dos Warriors e o Golden State não conseguiria parar os Bulls com suas defesas flutuantes, seria um festival de faltas técnicas.

Em comum, um baixinho no banco. Steve Kerr era uma arma muito utilizada por Phil Jackson em jogos mais complicados. Hoje, é o líder do time da Califórnia.

Para mim, as comparações terminam por aí. O melhor time vem com o melhor jogador. Chicago 96.

* Arthur Mello é fã de basquete, de Michael Jordan e dos Bulls de 1996.

Os melhores momentos do jogo do recorde, contra o Washington Bullets:

Fontes e +MAIS:

– nba.com

– bulls.com

– basketball-reference.com

– landofbasketball.com

– sportsvideoanalysis.com

– espn.go.com

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