Revista Crawdaddy! publica a primeira edição

Há 50 anos… dia 7 de fevereiro de 1966.

Revista Crawdaddy! publica a primeira edição

“A primeira revista a levar o rock and roll a sério”, exaltou o New York Times.

“A primeira publicação séria e crítica devotada ao rock & roll”, louvou a Rolling Stone.

Cinco décadas atrás, com o slogan “A revista do Rock ‘n’ Roll”, nascia a Crawdaddy!. Um marco fundamental da imprensa especializada no bom e velho, uma verdadeira “mãe” inspiradora das futuras “rivais” Creem e Rolling Stone. Inspiração, admiração e “rivalidade” abertamente admitidas e afirmadas pela publicação de Jann Wenner, como se lê acima.

Um sonho da cabeça de um então jovem estudante de jornalismo chamado Paul Williams. Aos 17, ele já era conhecido no campus da Swarthmore College, na Pensilvânia, como o cara que publicava um jornalzinho com resenhas e críticas sobre rock e roqueiros. Apenas mais uma aventura jornalística de Williams, que aos 14 anos inventara a Within, fanzine sobre ficção científica.

Com uma little help from his friends, companheiros e fãs dos tempos de Within, ele transformou um impresso chinfrim de faculdade na primeira revista americana especializada em música verdadeiramente nacional. A primeira distribuída em bancas de jornal América afora.

“Você está olhando para a primeira edição de uma revista crítica de rock and roll. Nas páginas da Crawdaddy! não haverá nem pin-ups nem notinhas; a especialidade dessa revista é o texto inteligente sobre a música pop…”, dizia a abertura do editorial do #1, intitulado “Get Off of My Cloud!”, em referência, claro, à música dos Stones.

Aliás, o nome da revista é inspirado nos britânicos. Foi no Crawdaddy Club de Surrey, região próxima a Londres, a estréia dos Stones nos palcos.

Na primeira capa, Mr. Bob Dylan. Nas páginas, resenhas do álbum Sounds of Silence, de Simon & Garfunkel, além de críticas de músicas como “Girl”, dos Beatles, e “Georgia on My Mind”, o hit posterior de Ray Charles, então lançado pelos Righteous Brothers.

A Crawdaddy! foi um verdadeiro laboratório para inúmeros jovens que depois se tornariam pesos pesados do jornalismo musical. Nomes como Sandy Perlman, Richard Melzer e Peter Knobler, além de Jon Landau – futuro produtor e parceiro de Bruce Springsteen – iniciariam suas carreiras na revista de Paul Williams.

Por falar em Springsteen, um dos maiores feitos da revista envolve The Boss. Foi na publicação que apareceu o primeiro perfil do roqueiro de Nova Jérsei , escrito por Peter Knobler, futuro editor da Crawdaddy!. “Ele canta com o frescor e a urgência que não escuto desde quando fui golpeado por ‘Like a Rolling Stone’”, pontua Knobler, no texto de dezembro de 1972.

Paul Williams deixou a revista em 1968, ano em que iniciou outra jornada notável: escrever livros. Entre 1993 e 2003, ele publicou uma espécie de reedição da Crawdaddy!, que, nessa altura do campeonato, já havia descontinuado, mudado de nome, entre outras desventuras.

Hoje, a “mãe” da Rolling Stone sobrevive pelo site pastemagazine.com, endereço virtual em que estão os arquivos históricos de um veículo igualmente histórico.

Paul Williams morreu em março de 2013, com apenas 64 anos.

Mas essa história fica pra outro dia… Porque todo dia é histórico.

Trailer do documentário “Ticket To Write”:

Fontes e +MAIS:

Wikipedia

– pastemagazine.com

– razmatazmag.com

– vistaservices.com

– articles.latimes.com

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