No encontro de gigantes, Packers vencem o Super Bowl XLV

Há 5 anos… dia 6 de fevereiro de 2011.

No encontro de gigantes, Packers vencem o Super Bowl XLV

POR RAUL ANDREUCCI*

Ben Roethlisberger erra o passe para Mike Wallace e olha para o relógio. Restam 56 segundos para o fim da partida. Tempo suficiente para o seu Pittsburgh Steelers, atrás por apenas um touchdown, virar. Eram necessárias 5 jardas na próxima jogada, a quarta descida, para continuar com a posse de bola [para entender o esporte, aprenda aqui]. Um cenário parecido ao de dois anos atrás, quando reverteu o placar para sagrar-se campeão do Super Bowl XLIII.

Big Ben, como é conhecido o durão e parrudo quarterback, de 1,96 m, tentou o mesmo alvo e o drop se repetiu. O outro quarterback do duelo, Aaron Rodgers, apenas em sua terceira temporada como titular, a sexta como profissional, vibrou. Sua performance estava por um fio, mas a falha do rival garantiu a consagração com o título do Super Bowl XLV. Em Arlington, no Texas, naquele 6 de fevereiro de 2011, seu Green Bay Packers venceu por 31 a 25.

Com três passes para touchdown (dois para Greg Jennings e um para Jordy Nelson) e nenhuma interceptação, Rodgers enterrou de vez o fantasma de Brett Favre, campeão do Super Bowl XXX pela franquia, especialmente por atingir um feito nunca alcançado pelo antecessor: a conquista dupla, com o primeiro anel de campeão e o prêmio de jogador mais valioso daquele confronto (o MVP, Most Valuable Player). “Eu disse [ao Ted Thompson, general manager dos Packers] que eu iria pagar toda a confiança deles com essa oportunidade [no Super Bowl]”.

Como tem se tornado frequente, os americanos pararam para assistir àquela decisão e à performance de estrelas, como Big Ben e Rodgers. Ainda mais neste encontro entre os maiores vencedores do esporte, o Green Bay Packers, que estendeu sua vantagem para os rivais, com 13 títulos, nove na chamada era pré-Super Bowl (1929, 1930, 1931, 1936, 1939, 1944, 1961, 1962 e 1965) e quatro na atual, do Super Bowl (1966, 1967, 1996 e 2010), a mesma em que o Pittsburgh Steelers reina, com seis taças (1974, 1975, 1978, 1979, 2005 e 2008) e recorde de aparições, oito (ao lado, na época, de Dallas Cowboys, e, mais tarde, também do New England Patriots). Pouco mais de 111 milhões de pessoas acompanharam, em média, a transmissão do jogo, superando em cerca de 5 milhões os números do ano anterior.

Afinal, o Super Bowl não é uma mera final de competição esportiva, e sim um verdadeiro show. Além da disputa em campo, os espectadores (do estádio e da poltrona) curtem sempre uma apresentação de estrelas da música no intervalo. Em 2011, com direito a Fergie de armadura de futebol americano, The Black Eyed Peas cantaram seus principais hits num pout-porri que deixa no chinelo as cerimônias de abertura de Olimpíada. Mesmo com pouco tempo, em torno de 12 minutos, deu para encaixar as participações do guitarrista Slash, ex-Guns N’ Roses, numa palhinha de “Sweet Child O’ Mine”, e Usher, em coreografia ousada, à la Michael Jackson.

Amanhã, 7 de fevereiro de 2016, domingão de Carnaval, no Levi’s Stadium, em Santa Clara, Califórnia, tem mais. O Super Bowl 50, entre Denver Broncos e Carolina Panthers, decidirá mais um campeão.

Mas essa história fica pra outro dia… Porque todo dia é histórico.

* Raul Andreucci, 30 anos, acredita ser mais jornalista do que nunca. Dedicado a projetos pessoais e ao Mestrado em Ciências Sociais na PUC-SP, se sente honrado sempre que convidado contribuir com esse espaço.

Melhores momentos:

Fontes e +MAIS:

Wikipedia

– nfl.com

– nfl.com/videos

– espn.go.com

– espn.uol.com.br

– usatoday.com

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