Bob Dylan e a guitarra no Newport Folk Festival

Há 50 anos… dia 25 de julho de 1965.

A polêmica apresentação de Bob Dylan no Newport Folk Festival

Em 1963, ele cantou “Blowin’ in the Wind” com Joan Baez, Peter Paul and Mary e outros artistas.

Em 1964, debutou solo, mostrando “With God On Our Side” e “Mr Tambourine Man”.

Chegou 1965 e Mr. Zimmerman era o cara, o artista que havia levado o folk ao mainstream e, portanto, a principal atração da edição do Newport Folk Festival. Todos ansiavam por sua apresentação no palco central.

No sábado, dia 24, ele fez uma espécie de pocket show e, com o violão a tiracolo, cantou três músicas: “All I Really Want to Do”, “If You Gotta Go, Go Now” e “Love Minus Zero/No Limit”. Não ficou muito satisfeito em ser colocado ali.

Afinal, ele já era Bob Dylan!

Conta o então roadie Jonathan Taplin – posteriormente road manager de Dylan – que ele queria surpreender no show principal do dia seguinte. Por surpresa leia-se guitarra! Sim, Dylan pretendia chocar o acústico universo do tradicional festival ao aparecer no palco com uma Fender Stratocaster.

“Well, fuck them if they think they can keep electricity out of here, I’ll do it”, teria dito para Taplin.

Para ele, o movimento fazia todo sentido. No dia 20, chegara às lojas o single “Like a Rolling Stone”, um divisor de águas em sua carreira, um marco histórico da música e, principalmente, do rock and roll. Uma música que mudaria a sua direção artística.

No entanto, poucos no festival sequer sabiam da existência de “Like a Rolling Stone”. Para uma esmagadora maioria, Dylan ainda era o Deus-mor do folk.

Na noite de 24 de julho, juntou alguns caras para ensaiar as canções da apresentação do dia seguinte, incluindo, óbvio, a nova composição. Aliás, dois músicos que participaram da gravação de “Like a Rolling Stone” faziam parte da “banda”:Mike Bloomfield na guitarra solo e Al Kooper no órgão. Havia pouco tempo, mas Dylan estava decidido.

Em 25 de julho de 1965, diante de 100 mil pessoas, Mr. Zimmerman subiu ao palco do Newport Folk Festival empunhando uma guitarra elétrica. Antes mesmo de iniciar os acordes de uma versão rock de “Maggie’s Farm”, as vaias começaram. E persistiram. E aumentaram. A resposta? Mais rock and roll! E tome “Like a Rolling Stone” e “It Takes a Lot to Laugh, It Takes a Train to Cry” eletrificadas!

Quando Dylan deixou o palco, havia um misto de vaias e aplausos. Até hoje, existem inúmeras e diferentes versões sobre a mais polêmica das apresentações dele. Muitos dizem que não houve consenso, ou seja, um apupo uníssono e uniforme, mas, sim, uma clara divisão na plateia, entre os que aprovaram e os que desaprovaram a guitarra. Outros, como o renomado cantor folk Pete Seeger, falam que a péssima qualidade de som foi a causa das vaias.

No mais, poucos se lembram que Dylan retornou ao palco para ser unanimemente ovacionado pelo público. Com “Mr. Tambourine Man” e It’s All Over Now, Baby Blue” ao violão e pedidos de bis, ele se despediu de Newport, onde só retornaria em 2002.

Mas essa história fica pra outro dia… Porque todo dia é histórico.

“Maggie’s Farm”:

Fontes:

bobdylan.com

Wikipedia

history.com

books.google.com

cbc.ca

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