Los Hermanos lançam 4, o último disco

Há 10 anos… dia 26 de julho de 2005.

Los Hermanos lançam 4, o último disco

Uma inequívoca ode ao silêncio.

Um despretensioso ensaio sobre o tempo.

Uma psicanalítica reflexão sobre a tristeza.

Um corajoso pacto com o amor.

Poucos entenderam a mensagem.

Uma década atrás, o mundo já era barulhento demais, fugaz demais, alegre de tudo e medroso de amor. No “longínquo” 2005, 4 soou estranho, deslocado, depressivo e complicado – até para os fãs incondicionais!

Hoje, possivelmente, a incompreensão persista.

O barulho aumentou, alavancado por mais redes sociais, de intolerância exponencial galopante.

O tempo ficou ainda mais fugaz, com seus whatsapps e snapchats.

A tristeza também ficou mais feia, mais pária, e surgiram mais e mais prozacs na praça pra enviá-la ao ostracismo.

O amor, então, esse já se mandou pra Pasárgada, cansado de tanta indelicadeza e agressividade.

Os poucos que realmente entenderam, sabem que a redenção está ali, nas linhas melódicas e nas letras sinceras das 12 faixas do disco.

Está no silêncio na abertura e no fechamento. Um respeitoso e raro hiato de som. “A música não está nas notas, mas no silêncio”, disse Mozart.

Ou no contemplativo jogo com o tempo, uma dança que convida a nos perder e a nos achar.

E também no imprescindível olhar pra dentro, bem dentro, mas bem dentro mesmo, aquele mergulho até alcançar a tristeza, pegá-la pela mão, sem receio, convidando-a para uma infinita conversa.

Está, acima de tudo, no destemido e fiel contrato com o amor, uma entrega singular, generosa, eterna.

Com o 4, o Los Hermanos conseguiram tocar o cerne do coração humano e fizeram o tempo parar, contrariando a solar “O Vento”, sem dúvida, a melhor de todas as músicas deles. De todas, mesmo.

É um disco que traduz sentimentos com uma simplicidade tristemente lírica e bela.

“Se a gente já não sabe mais

Rir um do outro, meu bem

Então o que resta é chorar”.

Pois, então, fiquemos assim:

Los Hermanos é a explosão, a carinhosa estreia, jamais esquecida.

Bloco do Eu Sozinho é o máximo, o cult entre os fãs de carteirinha.

Ventura é o disco mais eclético, talvez o mais pop.

4 é o melhor.

Ouça:

Fontes e +MAIS:

Wikipédia

– folha.uol.com.br

– noticias.orm.com.br

– allmusic.com

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