Isiah Thomas X Michael Jordan no 35º All-Star Game

Há 30 anos… dia 10 de fevereiro de 1985.

Isiah Thomas X Michal Jordan no 35º All-Star Game

POR ARTHUR MELLO*

Uma das polêmicas mais marcantes da história da NBA, o “gelo” de Isiah Thomas no então novato Michael Jordan, rende pano pra manga até hoje. Thomas já teve de se explicar ao próprio filho sobre o controverso episódio.

Vamos aos fatos: 35º All-Star Game, Hoosier Dome, Indianápolis, Indiana.

O primeiro Jogo das Estrelas de um fenômeno chamado Michael Jordan.

Em sua primeira temporada (1984), é tratado como rei pela mídia, tem patrocínio milionário da Nike, um tênis só pra ele, enfim, vira o queridinho de todos.

Na NBA, os rookies sempre foram vistos com restrições pelos veteranos e Jordan, desde o inicio, se mostra um jogador dominante, capaz de liderar um time decadente, o Chicago Bulls, em praticamente todas as estatísticas possíveis.

Jordan é o quinto mais votado pro All-Star Game, o que gera ainda mais ciúme dos mais velhos. Bom lembrar: é a Era de Ouro da NBA, período de astros inesquecíveis iniciado em 1979, quando Larry Bird e Magic Johnson foram draftados.

O que nos leva a outro fato histórico: o Draft de 1984. O esporte mudou naquele dia, mas não sabia. Entraram na Liga: Michael Jordan, Hakeem Olajuwon (presente naquele All-Star Game), Charles Barkley e John Stockton, todos presentes hoje no Hall da Fama.

De volta ao jogo em Indiana, os olhares invejosos em cima de Jordan são nítidos. Antes, ele perde o Campeonato de Enterradas para Dominique Wilkins, iniciando um duelo histórico que só seria reeditado em 1988, por conta de contusão de Jordan.

No grande dia, Isiah Thomas lidera um “gelo” (“freeze-out”) em Jordan. Combina com os companheiros de Leste para não passar a bola ao novato. E ainda conversa com alguns adversários do Oeste, como George Gervin e Magic Johnson, seu melhor amigo, para não deixarem Jordan jogar.

O camisa 23 do Chicago Bulls tem atuação apagadíssima: 7 pontos em 9 arremessos. Para seus padrões, ridículo. Para um jogo comemorativo de muitos pontos e pouca marcação, ainda mais marcante. O confronto termina com vitória do Oeste (140 a 129).

Jordan fica maluco com o complô de Thomas. Começa uma rivalidade histórica com o astro do Detroit Pistons, que acaba preterido do Dream Team de 1992, em uma controversa decisão. Stockton acabou em seu lugar. Até hoje, dizem que há muita mágoa de ambos os lados.

Além do “gelo” e do embate Thomas vs. Jordan, Larry Bird também roubou a cena, no dia anterior ao jogo. Ele dá uma aula e humilha no torneio de 3 pontos.

Minutos antes do início da disputa, entra no vestiário e fala para os concorrentes: “Já decidiram quem vai ser o segundo colocado? Porque eu vou ganhar esse troféu”. Bird sequer tira a jaqueta de aquecimento e, após arremessar a última bola, levanta o dedo já comemorando. Épico.

Épico e fantástico. Assim foi aquele All-Star Game. Um jogo que parece não ter terminado.

* Arthur Mello é um louco por basquete e por dias que marcam a História do Esporte para sempre. Torcedor fanático do Utah Jazz, é um dos poucos que não acha injustiça Isiah Thomas não ter participado do Dream Team. O substituto, John Stockton, continua sendo o maior armador da História, pelo menos no seu coração.

Veja o All-Star Game de 1985:

E o Campeonato de Enterradas:

Fontes:

Wikipedia

articles.chicagotribune.com

nba.com

nba.com/history

espn.go.com

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