Gheorghe Hagi, 50 anos

5 de fevereiro de 1965

Gheorghe Hagi, 50 anos

Em 1996, quando eu tinha uns 14, 15 anos, disseram que ele vinha pro São Paulo. Doce ilusão para um moleque naqueles tempos de vacas magras nos lados do Morumbi!

Imagina? O cara que arrebentou na Copa de 1994 vestindo o manto tricolor? Romeno, ainda por cima – exótico, né, não?

Um sonho que não passou de boato, consumiu algumas linhas no jornal e logo virou papel pra gaiola de passarinho, como se brinca nos bancos de faculdades e papos das redações.

Apesar dos pesares, posso dizer que vi Gheorghe Hagi jogar.

O 10 clássico, daqueles que não existem mais.

O maior jogador da Romênia.

O “Maradona dos Cárpatos”.

Um craque.

A Copa do Mundo dos Estados Unidos foi o auge. Aos 29 anos, 10 às costas, braçadeira de capitão no braço, Hagi liderou a Romênia na melhor campanha da história. Anotou três gols: uma pintura contra a Colômbia, na estreia, um foguete de canhota na derrota para a Suíça (4 a 1), no segundo jogo, e outro de pé direito, contra a Argentina, nas oitavas de final.

Infelizmente, o duelo contra os Hermanos nos EUA não marcou o reencontro entre “Maradonas”. Quatro anos antes, Gheorghe e Diego se enfrentaram em jogo da fase de grupos da Copa da Itália. Empate em 1 a 1, sem gols dos camisa 10. Hagi se despediria daquele mundial nas oitavas, após derrota nos pênaltis para a Irlanda.

A despedida na Terra do Tio Sam também seria pelos penais, mas nas quartas. Depois de 120 minutos eletrizantes, os romenos pararam nas mãos do goleiro sueco Thomas Ravelli, que pegou a sexta cobrança, de Belodedici, e levou os escandinavos às semifinais, contra o Brasil. Hagi e Romário, outro encontro que poderia ter acontecido, mas os Deuses da Bola não deixaram.

Craque idolatrado na Romênia, Hagi não teve o mesmo êxito por clubes. Quando vestiu duas das mais pesadas camisas do futebol mundial, não brilhou. Pelo Real Madrid, entre 1990 e 1992, levou apenas a Supercopa da Espanha de 90. No Barcelona, de 1994 até 1996, nova conquista da Supercopa da Espanha (94). Muito pouco para o tamanho de seu talento.

A exceção foi o Galatasaray. No time turco, foi cultuado como na seleção da Romênia. Até hoje, é idolatrado pela torcida do Gala.

De 1996 a 2001, liderou uma ótima equipe, que tinha os brasileiros Taffarel, Capone e Jardel. Conquistou o tetracampeonato nacional (1997, 1998, 1999 e 2000), duas Copas da Turquia (1999 e 2000), duas Supercopas da Turquia (1996 e 1997), além da Copa e da Supercopa da Uefa, em 2000.

Nem as duas passagens como técnico apagaram a devoção dos torcedores do Galatasaray ao craque romeno.

Aliás, após passagens apagadas no comando de Galatasaray e Steaua Bucareste (clube no qual apareceu para o cenário internacional), além de outros times, Hagi fundou o FC Viitorul Constanța, hoje na primeira divisão da Romênia. É presidente e treinador.

Na imaginação, tenho certeza de que o “Maradona dos Cárpatos” brilhou com a camisa Tricolor!

Veja lances e gols de Hagi:

Fontes:

Wikipédia

Wikipedia

uefa.com

espnfc.com

fifa.com

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