O último jogo de Zico pelo Flamengo

Há 25 anos… dia 6 de fevereiro de 1990.

“É o camisa 10 da Gávea/É o camisa 10 da Gávea!” 

Arthur Antunes Coimbra, Zico. O Galinho de Quintino.

O maior jogador da História do maior clube do Brasil. O 10 do Mengo! 7 vezes campeão carioca, 4 vezes campeão brasileiro, campeão da América, campeão do mundo.

De 1971 a 1989, vestiu o manto rubro-negro por 731 jogos oficiais, com hiato de três anos, entre 1983 e 1985, quando esteve na Udinese, da Itália. Marcou 508 gols. Ninguém fez tantos com a camisa do Flamengo. Ninguém balançou tanto as redes do Mário Filho, o Maracanã – 333 gols em 435 partidas.

Foi no Maraca o último jogo pelo Flamengo, há exatos 25 anos. Uma festa presenciada por quase 90 mil pagantes, um encontro do passado, do presente e do futuro, entre amigos e companheiros de Flamengo, seleção brasileira, Udinese. Comparsas e testemunhas da linda história de Zico na maior de todas as invenções do homem, o futebol.

O duelo entre Flamengo e Seleção do Mundo terminou empatado, 2 a 2, sem gol do Galinho. O último pelo Fla acontecera meses antes, em partida oficial: a goleada de 5 a 0 em cima do rival Fluminense, em Juiz de Fora, pelo Brasileirão de 1989. E saiu na especialidade, na marca registrada: cobrança de falta perfeita, no ângulo!

No Maracanã, tempos depois, Zico curtiu a celebração.

No primeiro tempo, liderou o clássico time campeão do mundo de 1981, sem Figueiredo (falecido em 1984) e Mozer (não pôde comparecer). Do outro lado, craques internacionais, como Taffarel, Paul Breitner, Falcão, Karl-Heinz Rummenigge e Roberto Dinamite. Apesar do talento incomensurável em campo, ninguém marcou.

Na segunda etapa, o Galo foi o camisa 10 do time principal do Mengo da época, que tinha Leonardo, Zinho, Renato Gaúcho, Júnior Baiano, entre outros. Da “velha guarda”, Leandro e Júnior fizeram companhia à Zico. Na Seleção do Mundo, entraram Bebeto, Cláudio Adão, Muller e outros craques.

Os gols saíram. Fernando e Leonardo anotaram para o Mengão, enquanto Cláudio Adão e o argentino Tarantini fizeram para o adversário.

A grande ausência da despedida foi outro gênio da camisa 10, o francês Michel Platini, que acabou barrado no aeroporto de Orly, em Paris, por falta de visto (Incroyable, monsieur!).

Ao apito final de Wilson Carlos dos Santos, que dividiu a arbitragem com Arnaldo Cézar Coelho, Zico deu a volta olímpica com “Tá Chegando a Hora!” no sistema de som.

Ele retornaria aos gramados em 1991, no Japão, onde alavancou o futebol e também virou ídolo.

Mas essa história fica pra outro dia… Porque todo dia é histórico.

O último jogo de Zico pelo Flamengo, na íntegra:

Fontes:

Acervo Estadão

fichadojogo.wordpress.com

Flapédia

guiadoscuriosos.com.br

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