Camille Claudel, 150 anos

8 de dezembro de 1964

Camille Claudel, 150 anos

(Antonio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim terá homenagem à sua altura e importância, em seu centenário… Em 2027!) 

Aliás, “longa é a arte, tão breve a vida”, linda expressão de “Querida” (e que remete à Grécia e Roma), definiria bem a personagem do post de hoje.

Camile Claudel viveu até os 78 anos. Muito tempo, ainda mais para uma pessoa (e mulher) nascida em 1864, quando a expectativa era bem menor. Mas sua vida real foi breve, infelizmente. E sua arte, desconhecida.

O talento para a escultura se revelou cedo. Aos 17 anos, incentivada pelo pai, Louis, apesar de reprimida pela mãe, Louise, ela deixou a pequena Fère-en-Tardenois rumo a Paris. Estudou na Académie Colarossi com Alfred Boucher, que a apresentou a Auguste Rodin, à época um artista já renomado.

Em 1884, Camille começou a trabalhar com Rodin. Era pupila, modelo, influência, musa e amante do artista. Uma relação fulminante e brutal. Rodin nunca a assumiu. Covarde, não abandonou a mulher, Rose Beuret, com quem tinha uma relação de mais de 20 anos.

Foi a derrocada para Camille. Em 1892, um aborto a fez encerrar a relação com Rodin, apesar de os dois continuarem se vendo até 1898. A tóxica relação coloca a escultora em depressão. Além disso, acusações de que copiava o mestre a destroem por completo.

Ela se isola em um hotel, de onde não sai e, a partir de 1905, passa a ter ciclos cada vez mais agudos de paranoia, perseguição, obsessão e abandono. Se mantém vendendo as obras que fizera. Também destrói inúmeros trabalhos.

Camille não fica sabendo da morte do pai, em março de 1913. Tempos depois, Paul, o irmão mais novo, a interna em um hospital psiquiátrico em Neuilly-sur-Marne. Diagnosticada com esquizofrenia, Camille é transferida inúmeras vezes até se fixar em um asilo em Montfavet, cidade próxima de Avignon, sudeste da França.

Morre quase 30 anos depois, em 19 de outubro de 1943. Sozinha, abandonada, louca.

Uma alma genial e rebelde, que teve uma vida à sombra de outro gênio.

“Longa é a tarde, longa é a vida
De tristes flores, longa ferida”

Trailer de “Camille Claudel 1915”, com Juliette Binoche no papel da artista:

Fontes:

– Wikipedia

– Wikipédia

– musee-rodin.fr

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