Morre a atriz Norma Bengell

Há 1 ano… dia 9 de outubro de 2013.

Morre a atriz Norma Bengell

“Eu sou uma mulher que nunca fica fora de moda, porque eu não sou estrela, eu sou atriz”.

Atriz revolucionária, pioneira, ativista, feminista.

Norma Aparecida Almeida Pinto Guimarães d’Áurea Bengell, a Norma Bengell, tem trajetória ímpar no cinema brasileiro e na História do Brasil.

Protagonista do primeiro nu frontal do cinema nacional, em “Os Cafajestes”, de 1962, causou reação enfurecida da TFP e da Igreja Católica.

Na linha de frente contra a ditadura militar, foi sequestrada pelo exército em 1968, ficou detida por cinco horas para explicar “a subversão na classe teatral” e teve de se exilar na França pouco depois.

Apenas dois fatos marcantes de uma biografia rica de coragem, altivez e beleza.

Filha de um alemão afinador de pianos e de uma jovem rica da zona sul do Rio, Norma teve infância e adolescência difíceis. Separação dos pais, internação em colégio de freiras na Alemanha, volta ao Brasil, dificuldades financeiras… Com menos de 20 anos, já trabalhava para se sustentar, algo raríssimo na época.

Modelo, vedete de teatro, cantora e, finalmente, atriz de cinema, sua maior vocação. No primeiro filme, “O Homem do Sputnik” (1959), de Carlos Manga, contracenou com Oscarito. E não parou mais…

Foram mais de 50 filmes em mais de 40 anos. Norma fez parte do elenco do premiado “O Pagador de Promessas”, de Anselmo Duarte, ganhador da Palma de Ouro em Cannes, em 1962. A atuação a fez receber convites para atuar em produções italianas e francesas.

Pouco depois, durante as filmagens de “Noite Vazia” (1964), de Walter Hugo Khoury, acabou se casando com o ator italiano Gabriele Tinti em pleno estúdio da Vera Cruz. A união durou até 1969.

Também fez novela, como Partido Alto, e gravou discos, como Ooooooh! Norma, o primeiro e mais famoso, com músicas de Tom Jobim e João Gilberto, entre outros. Ainda na música, chegou a protagonizar clipe de Mick Jagger, “She’s the Boss”, faixa-título do primeiro álbum solo do vocalista dos Stones, de 1985.

Nos anos 1990, já como diretora, envolveu-se em imbróglio com o Tribunal de Contas da União (TCU) por causa do filme “O Guarani”. Foi o começo da derrocada de um ícone.

Norma Bengell morreu sozinha e deprimida, depois de enfrentar um câncer no pulmão por seis meses. Cremada no cemitério do Caju, sua cerimônia de despedida teve a presença de apenas 15 pessoas, entre elas os cineastas Luiz Carlos Barreto, Roberto Faria e Paulo Thiago, únicos colegas de profissão que compareceram ao adeus.

A imagem que fica é de uma mulher à frente de seu tempo, imortal.

A cena do nu frontal em “Os Cafajestes”:

Fontes:

– folha.uol.com.br

– lounge.obviousmag.org

– Wikipédia

– g1.globo.com

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