Musical “Hair” estreia no Brasil

Há 45 anos… dia 8 de outubro de 1969.

Musical “Hair” estreia no Brasil

Era de Aquarius, contracultura, Guerra do Vietnã, sexo, drogas e rock and roll.

Um musical poderoso, polêmico e inovador. Um sucesso imediato.

Escrito por James Rado e Gerome Ragni, com direção de Tom O’Horgan, coreografia de Julie Arenal e música de Galt MacDermot,  “Hair” arrebatou os Estados Unidos desde a estreia, em 17 de outubro de 1967, no Public Theater, em Nova York. Seis meses depois, aterrissou na Broadway e lá ficou até 1972, com 1750 apresentações, sempre lotadas.

O espetáculo começou, então, a rodar o mundo. A primeira montagem internacional foi em Londres, em setembro de 1968. Em seguida, Munique (outubro de 68) e Paris (junho de 69). Belgrado, então capital da Iugoslávia de Tito, também teve criação própria, muito elogiada pelos criadores.

Quase dois anos depois da estreia, “Hair” finalmente chegou ao Brasil, mergulhado em censura, repressão e tortura, já em pleno AI-5. É, precisou de muita negociação com os militares para que um espetáculo tão controverso pudesse ser liberado.

Após extensas conversas com a censura e alguns compromissos firmados, como, por exemplo, de que os atores apareceriam nus somente uma vez durante a peça (e por 1 minuto! – ver foto), “Hair” foi autorizado, sem cortes e para maiores de 18 anos.

Sob direção de Ademar Guerra, produção de Maria Célia Camargo e direção musical de Claudio Petraglia, o musical estreou no Teatro Bela Vista, em São Paulo, no dia 8 de outubro de 1969. Todos os 600 lugares do teatro estavam ocupados, fato que se repetiu nos nove meses em que ficou em cartaz na capital paulista.

A primeira montagem brasileira de “Hair” durou até 1972. No elenco, vários novos talentos, como Aracy Balabanian, Armando Bogus, Helena Ignez, José Luiz de França Penna (o Penna, do Partido Verde!), entre outros.

O grande destaque, porém foi Sonia Braga, então com 18 anos. Algum tempo depois, seria homenageada em “Tigresa”, de Caetano Veloso (“uma tigresa de unhas negras e íris cor de mel… ela me conta que era atriz e trabalhou no ‘Hair’”).

Também fizeram parte do elenco nomes como Luiz Fernando Guimarães, Antonio Pitanga, Antonio Fagundes, Nuno Leal Maia, Ney Latorraca, Denis Carvalho, José Wilker…

A exemplo de outros lugares do mundo, “Hair” foi sucesso estrondoso por aqui, apesar do momento tenebroso pelo qual passava o Brasil.

Em novembro de 2010, na carona da remontagem da Broadway, o musical teve nova produção brasileira, sob a batuta de Charles Möeller e Claudio Botelho.

Mas essa história fica pra outro dia… Porque todo dia é histórico.

Ouça a versão brasileira de “Aquarius”:

Fontes:

– Wikipédia

– Acervo Estadão

– oglobo.globo.com

– jblog.com.br

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