Morre o poeta Olavo Bilac

Há 95 anos… dia 28 de dezembro de 1918.

28dez13

Friamente, brutalmente, laconicamente, como soe acontecer em conjecturas taes, chegou-nos hontem, do Rio, pelo telégrapho, esta amarga e dolorosa notícia: morreu Olavo Bilac. Não podemos dizer que a tristeza nova nos colhe e nos esmaga de surpresa. Sabíamos, desgraçadamente, há muito tempo, que a vida do poeta estava em risco. E desde então esperávamos e temíamos, a cada passo, o desastre que agora se consumou. 

A edição de 29 de dezembro de 1918 do Estadão repercutiu o que a edição da noite anterior havia anunciado: a morte do mais importante poeta parnasiano brasileiro, Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac. O nome completo, aliás, forma um verso alexandrino, com 12 sílabas poéticas. Destino.

Nascido no Rio de Janeiro em 16 de dezembro de 1865, Olavo Bilac começou cedo no jornalismo e na literatura, suas duas paixões. Chegou a frequentar os cursos de Medicina, no Rio, e de Direito, em São Paulo, mas o entusiasmo com as palavras o fez abandonar ambas.

O talento com as letras começa a despertar a atenção quando publica, em 1884, o soneto “Sesta de Nero”, no jornal Gazeta de Notícias, no qual Bilac substituiu Machado de Assis e permaneceu por vários anos.

Colaborou com várias publicações, como as revistas Atlântida, Branco e Negro, Brasil-Portugal, A Imprensa e A Leitura, e ainda fundou vários jornais de vida curta, como A Cigarra, O Meio e A Rua. Quando morou em Paris, foi correspondente da Cidade do Rio. A estada na capital francesa o encantou e fez com que visitasse a cidade luz frequentemente.

Em 1888, lança “Poesia” e se coloca, definitivamente, no cenário literário nacional. “Via-Láctea” e “Profissão de Fé”, dois de seus poemas mais famosos, estão no livro. Na sua obra poética, deu preferência às formas fixas do lirismo, em especial ao soneto. Bilac tornou-se o maior expoente da Escola Parnasiana Brasileira.

Participa da fundação da Academia Brasileira de Letras, em 1896, e cria a cadeira nº 15, que tem como patrono o poeta Gonçalves Dias.

Republicano e nacionalista, Bilac também ficou conhecido pela atuação na política. Um dos principais opositores e críticos do presidente Floriano Peixoto, teve de se esconder em Minas Gerais por um período, na casa do amigo Afonso Arinos, em Ouro Preto. Quando retornou ao Rio, chegou a ficar quatro meses preso.

Foi oficial da Secretaria do Interior do Estado do Rio, inspetor escolar do Distrito Federal, secretário do prefeito do Distrito Federal e ainda delegado em conferências diplomáticas. Em 1916, Bilac fundou a Liga da Defesa Nacional, com a qual reivindicava o serviço militar obrigatório, que segundo ele, era uma forma de combater o analfabetismo.

Morreu no Rio de Janeiro, por volta das cinco da manhã de 28 de dezembro de 1918.

Diz que sua última frase foi “Dêem-me Café! Quero Escrever!”.

Ouça “Ouvir Estrelas”, na interpretação de Juca de Oliveira:

Fontes:

Wikipédia

academia.org.br

educacao.uol.com.br

Acervo Estadão

blogs.estadao.com.br

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