Grêmio é campeão do mundo

Há 30 anos… dia 11 de dezembro de 1983.

11dez13

“Multidões iam embora, cansadas. Mas outras chegavam – num movimento de ondas sucessivas – e não deixavam o samba cair. Quem não aguentava mais, e nem queria abandonar a festa, tratava de se enrolar ali mesmo na bandeira tricolor e só foi acordar quando o sol já ia alto”.

O trecho acima inicia o texto publicado na edição de 16 de dezembro de 1983, da revista Placar, sobre a epopeia Imortal Tricolor do outro lado do mundo. A reportagem de cinco páginas – assinada pelo repórter Divino Fonseca – mostra como Porto Alegre se pintou de azul, preto e branco e caiu no samba até o sol raiar para celebrar e gritar: Grêmio, campeão do mundo!

O personagem central, claro, é Renato Portaluppi, o destemido atacante de 21 anos que pulverizou a defesa alemã do Hamburgo, marcou os dois gols gremistas e colocou, para sempre, seu nome na história do clube.

O Grêmio veio com time um pouco diferente daquele que havia conquistado a Copa Libertadores da América, em julho. Alguns foram embora, como Tita, que rumou para o Flamengo meses antes do mundial. Outros chegaram, como os experientes Mário Sérgio e Paulo César Caju, contratados para dar à equipe categoria e cancha, como se diz no Sul.

Mas a manhã-tarde japonesa/madrugada brasileira eram de Renato.

Aos 37 minutos, ele recebeu passe de Caju pouco depois da linha do meio-campo. Meias arriadas, ímpeto de peladeiro, avançou pra dentro da defesa alemã como um foguete. Entrou na área, cortou pra dentro, cortou pra fora e disparou o forte chute de pé direito. A bola passou por debaixo dos braços de Stein e morreu no fundo das redes hamburguesas. Golaço: 1 a 0 Grêmio!

O recuo gremista no segundo tempo deu armas à conhecida obstinação alemã. Mesmo sem chegar com contundência suficiente para ameaçar Mazaropi, o empate aconteceu, a apenas cinco minutos do final do confronto. Em falta na intermediária, a bola vadia foi levantada no segundo pau e cabeceada por Jakobs para o meio da área. Schroder deu um carrinho de pé direito e deixou tudo igual: 1 a 1.

Ducha de água fria e prorrogação.

Mas havia Renato. E logo aos 3 minutos, ele decidiu. Caio, herói da conquista sul-americana em julho e que tinha entrado no lugar de Caju, fez boa jogada pela esquerda e alçou na área. Tarciso desviou de cabeça e a bola chegou ao camisa 7 do Grêmio. Em um flash, ele dominou de direita, cortou pra dentro e bateu de pé esquerdo, firme, rasteiro, no canto esquerdo de Stein.

Grêmio 2 x 1 Hamburgo.

Renato Portaluppi, o Gaúcho, o eterno herói de um título inesquecível do Imortal Tricolor.

O Grêmio voltaria ao Japão em 1995, porém o final não foi feliz como naquele 11 de dezembro de 1983.

Mas essa história fica pra outro dia… Porque todo dia é histórico.

Assista Grêmio 2 x 1 Hamburgo na íntegra, com narração da Rádio Guaíba:

Fontes:

Revista Placar

gremio.net

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