“O Expresso da Meia-Noite” estreia nos EUA

Há 35 anos… dia 6 de outubro de 1978.

6out13

O diretor Alan Parker causou inúmeras e opostas reações quando lançou “O Expresso da Meia-Noite”, há 35 anos.

De um lado, a aclamação.

Do outro, a revolta.

O verdadeiro Fla-Flu criado talvez seja o maior problema do filme.

Nem tanto ao céu, nem tanto à terra, já diria o ditado.

Baseado em uma história real, vivida e retratada pelo americano Billy Hayes em livro homônimo de 1977, o filme, tem méritos para a aclamação e defeitos para a revolta.

A atuação de Brad Davis como o protagonista, por exemplo, é digna de Oscar.

O retrato do povo turco como a encarnação do mal é digno de reprovação.

Nem tanto ao céu, nem tanto à terra.

A história real, em resumo, conta que Billy Hayes foi preso em Istambul quando tentava deixar o país com dois quilos de haxixe. Condenado e encarcerado, sofreu com torturas físicas e psicológicas, foi para um manicômio e viveu sob condições deploráveis. Bom, paramos por aqui para não contar o final da história.

No cinema, à história real, adicione todo tipo de “licença poética”.

O maior defeito do longa-metragem é, sem dúvida, a demonização do povo turco.

É impressionante a capacidade do cinema americano em reduzir o outro como o “malzinho” e transformar o enredo em uma briga do bem contra o mal. Há inúmeros outros exemplos na história recente de Hollywood. O que me vem à cabeça é “Nunca Sem Minha Filha”, com Sally Field e Alfred Molina.

É claro que a Turquia e o povo turco não gostaram nada de “O Expresso da Meia-Noite”, a ponto do filme ser proibido no país.

O próprio Billy Hayes, o da história real, expressou descontentamento com a adaptação do livro para o cinema e criticou o exagero de Parker ao retratar os turcos.

Exageros, polêmicas, revoltas e trocadilhos à parte, “O Expresso da Meia-Noite” te prende do início ao fim.

Venceu duas estatuetas no Oscar de 1979, de Roteiro Adaptado, para o então iniciante Oliver Stone, e de Trilha Sonora, de Giorgio Moroder. Teve outras quatro indicações, para Filme, Diretor, Ator Coadjuvante – John Hurt – e Montagem.

Em 1988, Alan Parker causaria polêmica novamente, com “Mississippi em Chamas”.

Mas essa história fica pra outro dia… Porque todo dia é histórico.

Veja o trailer de “O Expresso da Meia-Noite”:

Fontes:

IMDb

Wikipedia

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