Fim da Primavera de Praga

Há 45 anos… dia 20 de agosto de 1968.

20ago13

1968, já escreveu Zuenir Ventura, foi o ano que não terminou.

No Brasil, apesar da luta de parte da população, as liberdades seriam sufocadas por completo em 13 de dezembro, com o famigerado AI-5.

Na França, estudantes se revoltaram contra o sistema educacional e exigiram reformas. O maio de 1968 acabou parando o país, com greve geral de quase 10 milhões de pessoas.

Pouco antes, em janeiro, um sopro de liberdade tomaria conta da antiga Tchecoslováquia, hoje um país dividido entre República Tcheca e Eslováquia.

Último país a integrar a chamada Cortina de Ferro (bloco de países alinhados à União Soviética), a Tchecoslováquia vivia regime rígido e autoritário, a exemplo de todo o bloco.

Tudo mudaria no início de 1968, quando Alexander Dubcek assumiu o cargo de secretário-geral do Partido Comunista tcheco. Proposta principal: “humanizar” o regime com ousado plano de reformas políticas, econômicas e sociais.

Liberdade de imprensa, fim do monopólio político do Partido Comunista, livre organização de partidos, tolerância religiosa, entre outras medidas, eram os pontos principais do processo de democratização de Dubcek.

Apoiado por intelectuais do Partido Comunista tcheco e de grande parte da população do país, Dubcek se fortaleceu com a aproximação da Alemanha Ocidental e o apoio de outros países do bloco socialista, interessados em sair da órbita de influência soviética, como a Iugoslávia de Tito.

O líder tcheco desafiou o poder soviético quando se recusou a fazer parte do Pacto de Varsóvia, a aliança militar dos países do leste europeu. O bloco temia que outros países pudessem tomar caminho reformista, o que ameaçaria a liderança da URSS na região.

Mesmo com a adesão da população às ideias de Dubcek e o apoio de outros países, o bloco socialista mostrou sua força e suprimiu o movimento na Tchecoslováquia.

Na noite do dia 20 de agosto de 1968, 600 mil soldados das tropas do próprio Pacto de Varsóvia invadiram a capital Praga e deram fim ao sopro de liberdade no país. Alexander Dubcek foi preso e levado para Moscou.

Era o fim da Primavera de Praga.

Pouco mais de 20 anos depois, em dezembro de 1989, logo após a queda do Muro de Berlim, Dubcek voltaria ao poder como presidente do Parlamento tcheco. A exemplo de todos os outros países do bloco socialista, a Tchecoslováquia passaria por inúmeras mudanças nos anos seguintes, com o colapso da União Soviética.

Mas essa história fica pra outro dia… Porque todo dia é histórico.

Veja documentário da série “Cold War”, da BBC, sobre a Primavera de Praga:

Fontes:

Acervo Estadão

history.com

UOL Educação

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