“Wall Street” estreia nos Estados Unidos

Há 30 anos… dia 11 de dezembro de 1987.

O pai foi a fonte de inspiração e o motivo de homenagem para Oliver Stone filmar “Wall Street”. Corretor da Bolsa de Valores nos anos 1950 e 1960, Louis Stone não viveu para ver o sucesso do filmaço do filho.

Certamente, não se decepcionaria. E ficaria chocado com Gordon Gekko. Sem dúvida, Louis não tinha nada do ímpeto, da falta de escrúpulos, da vaidade, da ganância, da luxúria e de toda a sorte dos pecados capitais do protagonista do longa-metragem que estreou há exatos 30 anos.

O personagem tem mais a ver com os 80’s, o auge do yuppismo e da selva voraz chamada Wall Street. Gekko é própria a síntese daqueles tempos em que “Greed is good”. E Michael Douglas interpreta com tamanha habilidade e persuasão que Gekko parece real. Bom, talvez até seja!

Além de Douglas, a película traz Charlie Sheen no papel do aspirante ao tubarão do mercado financeiro. Ingênuo, porém, esperto, Bud Fox quer chegar lá, mas não sabe nem muito bem quem é, tampouco onde é este tal de topo.

O pai de Bud (e de Charlie!), em discreta e brilhante interpretação de Martin Sheen, é um velho americano do passado. Batalhador operário de uma companhia aérea em maus bocados, líder sindical, acredita no suor e na tradição do self-made man da Terra do Tio Sam para construir algo do que se orgulhar.

Na trama triangular e “filosófica” sobre vida, trabalho e ética está o melhor de “Wall Street”. Sem esquecer da trilha sonora de ninguém menos que Stewart Copeland, o baterista do Police! Destaque também para “This Must Be the Place (Naive Melody)”, do Talking Heads.

Oliver Stone daria sequência à história com um filme à altura. Lançado em 2010, com Michael Douglas na pele de um Gordon Gekko mais dócil (será?), Josh Brolin e Shia LeBouf, “Wall Street: Money Never Sleeps” é ótimo.

Mas sobre ele a gente fala outro dia… Porque todo dia é histórico.

Em tempo: não deixa de clicar nos links abaixo. Tem espinafrada clássica do saudoso Paulo Francis – no Acervo Folha(1) -, crítica positiva de Roger Ebert, resenha do Amir Labaki (na qual, aliás, li sobre a inspiração em Louis Stone!), entre outros textos bacanas.

Trailer:

Fontes e +MAIS:

– Wikipedia

– Wikipédia

– IMDb

– rogerebert.com

– nytimes.com

– Acervo Folha(1)

– Acervo Folha(2)

– acervo.estadao.com.br

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