Primeiro livro do Wally é publicado

Há 30 anos… dia 21 de setembro de 1987.

POR MARINA MELLO*

Onde Está Wally? Quem não se lembra do famoso personagem criado pelo ilustrador britânico Martin Handford?

Provavelmente aquela figura de óculos vestida com camiseta e gorro listrados vermelho e branco já pressagiava – além da atual moda hypster – um novo modo de ver o mundo.

Numa era pré-internet, foi um dos meus passatempos preferidos. Me lembro claramente do dia em que eu e meus irmãos ganhamos o livro. Para a tristeza dos grandes autores que se dedicam horas e horas na escrita de um romance, naquele ano a Bienal do Livro só tinha olhos e ouvidos para o fenômeno Wally.

A missão era envolvente: encontrar Wally e alguns de seus objetos no meio da multidão na praia, no shopping, num castelo medieval, num parque de diversões, no Egito, numa excursão com os vikings. Era fácil se perder em distrações e situações que o ilustrador criava para te confundir. Depois do sucesso de vendas, Martin Handford acabou criando mais 7 livros e outros personagens, como as amigas Wilma e Wenda, o cachorro Woof, entre outros.

Além de ser visto em alguns blocos de carnavais pelo Brasil, Wally também está em tatuagens e foi usado como referência no premiado filme argentino “Medianeras”, cujo cartaz lembra uma ilustração de Martin.

Wally era a grande fixação de Mariana, que procurava o amor e a si mesma na multidão de uma grande cidade:

“Tenho este livro desde os 14 anos e é, com o perdão dos grandes autores, o livro da minha vida. É a origem da minha fobia de multidões… e criou em mim uma particular angústia existencial, bem particular. Ele representa de um jeito dramático… a angústia de saber que sou alguém perdido entre milhões.

 

Os anos passaram, e ficou uma página sem resolver. Wally na cidade. Eu encontrei ele no shopping, no aeroporto, na praia… mas na cidade, não encontro. Sei que o nervosismo cega, mas não consigo achar. Então me pergunto… Se, mesmo sabendo quem eu procuro, não consigo achar… como vou achar quem eu procuro se nem sei quem é?”

Tem ainda outro caso curioso que envolve Wally. Tamanha foi a fixação do cientista da computação americano Randal Olson pelo menino de camiseta listrada que ele acabou fazendo um estudo minucioso com uma base de dados de tabulações das 68 localizações do personagem e conseguiu decifrar o padrão de seus “esconderijos”.

O segundo livro seria publicado já em 1988.

Mas essa história fica pra outro dia… Porque todo dia é histórico.

* Marina Mello é cineasta. Mais do que apaixonada por cinema, é fascinada pelo poder que existe na fusão de som, texto e imagem.

Trecho de “Medianeras”:

Vídeo engraçado do canal Perguntas idiotas:

Fontes e +MAIS:

– whereswaldo.com

– Wikipedia

– waldo.wikia.com

– metro.co.uk

– tecmundo.com.br

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