Iggy Pop lança Lust For Life, o segundo álbum

Há 40 anos… dia 29 de agosto de 1977.

“Muitas pessoas eram curiosas a meu respeito, mas apenas ele teve algo verdadeiro em comum comigo, realmente gostava do que eu fazia e apostou em mim, tinha realmente intenção de me ajudar. Ele fez algo bom. Ele me ressuscitou”.

Sempre que pode, Iggy Pop demonstra sua eterna gratidão ao amigo David Bowie. Ano passado, quando da passagem do Camaleão – ou melhor, do retorno de Ziggy pra Marte! -, o roqueiro dedicou palavras especiais de afeto ao cara que realmente apostou em seu talento.

Mais do que acreditar na competência musical, Bowie ressuscitou Iggy, como o próprio admite. Perdido após o (segundo) fim dos Stooges, afundado no vício em heroína, o americano foi pego no colo por Bowie.

Então, quando finalmente saiu do fundo do poço, lá estava Bowie para ser também o guru musical e artístico do roqueiro de Michigan.

O britânico produziu e esteve à frente de seus dois primeiros trabalhos solo, ambos de 1977: The Idiot, lançado em março, e Lust For Life, que chegou às lojas há exatos 40 anos.

Bom, sobre o primeiro, falamos outro dia (“porque todo dia…!).

Lust For Life foi gravado em apenas oito dias (!), nos famosos estúdios Hansa, ao lado do Muro, em Berlim Ocidental. As sessões aconteceram logo após o término da turnê de The Idiot.

“David e eu estabelecemos que gravaríamos esse álbum muito rapidamente, então nós escrevemos, gravamos e mixamos em oito dias. E porque tínhamos feito isso tão rápido, sobrou muito dinheiro, que acabamos dividindo!”, contou Iggy, lembrando de ter ficado impressionado com o vertiginoso ritmo de trabalho de Bowie.

Em estilo, Lust For Life acompanha o compasso de sua concepção. É acelerado. É rock puro. É punk rock puro. É Iggy Pop em essência. Por consequência, é a própria antítese do anterior, como bem pontua Phil Freeman, no stereogum.com:

“Ao passo que lá há um álbum frio e bem planejado no estúdio, com a participação de quase todos os músicos de Bowie e um som que prefigurava o gótico e o industrial, esse tem uma pegada rock and roll, com arranjos de palmas e vocais de rock, na maior parte executado pela banda de estrada de Iggy”, escreve.

E como a amizade é uma via de mão dupla, Bowie se inspiraria muito em Lust For Life, especificamente na produção despojada do álbum, para conceber seu trabalho seguinte, o mítico Heroes, lançado em outubro.

Mas essa história fica pra outro dia… Porque todo dia é histórico.

O álbum:

Fontes e +MAIS:

– Wikipedia

– Wikipédia

– rollingstone.com

– superseventies.com

– allmusic.com

– robertchristgau.com

– namiradogroove.com.br

– stereogum.com

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