Morre Stuart Sutcliffe, o “Beatle esquecido”

Há 55 anos… dia 10 de abril de 1962.

“Stuart é a minha vida e a minha juventude. Eu nunca conheci um homem como ele antes e nunca conhecerei. Encontrar esse extraordinário ser humano foi uma benção para mim”

Ao som de “Love Me Tender” – a música que ele cantava nos Beatles – Astrid Kirchherr se abre em emoção para expressar o amor pelo companheiro da vida.

Assim termina “Stuart Sutcliffe: The Lost Beatle”, documentário da BBC que joga luz à efêmera passagem de Stuart Fergusson Victor Sutcliffe por aqui.

Como o título diz, é a história sobre o “Beatle esquecido”. Um dos tantos rotulados de “Quinto Beatle”. Talvez, o verdadeiro, o legítimo. Que preferiu deixar tudo por causa de um grande amor. Que partiu cedo demais, com apenas 21 anos.

Nascido em Edimburgo em 23 de junho de 1940, mudou-se com a família para Liverpool quando tinha apenas três anos de idade. Era seu destino. Seria ali, na cidade industrial do Norte da Inglaterra, que tudo aconteceria. Ali e em Hamburgo, claro!

Em Liverpool, deu-se o encontro com um tal de John Lennon. Foi na Escola de Artes o início de uma grande amizade, permeada por admiração mútua. Companheiros de classe, companheiros de apartamento, companheiros de banda.

Da noite pro dia, lá estava o artista Stuart, empunhando um baixo, acompanhando – ou tentando acompanhar – John, Paul, George e Pete Best (ainda dono da bateria). Como baixista, era um grande artista. Não sabia tocar.

A falta de talento musical e a extrema proximidade com John deixavam Paul fulo da vida com aquele cara com pinta de galã de Hollywood, óculos escuros à James Dean. Stuart compensava as deficiências musicais com extrema simpatia, uma doçura cativante e uma certa intuição artística.

Foi ele o responsável pela troca de penteado do grupo. Dos topetes à Elvis para os cabelinhos escorridos. Uma das tantas marcas registradas do grupo. Mais: também foi Stuart (e John) que bolou o nome “The Beetles”, em referência ao The Crickets, a banda que acompanhava Buddy Holly.

Somente pelas duas intervenções e Stuart Sutcliffe merecia mais destaque na biografia da maior banda de todos os tempos. Banda que ele largou após a segunda excursão em Hamburgo, em julho de 1961.

“Tô fora, caras, vou ficar aqui em Hamburgo com a Astrid”. Foi mais ou menos isso que ele disse.

E os Beatles e Liverpool ficaram pra trás em sua estrada. Ou quase. Pouco antes do aneurisma que o levaria embora, Stuart esteve na cidade e se encontrou com os ex-comparsas. “Foi quase como se ele tivesse uma premonição de que não nos veria novamente”, disse George, muito depois.

Em 10 de abril de 1962, Astrid trabalhava no estúdio fotográfico quando recebeu uma ligação da mãe, dizendo que Stuart estava passando mal novamente. Foi correndo pra casa e chamou a ambulância. No caminho para o hospital, ele sucumbiu. Nos braços da musa.

Que nunca mais o esqueceu.

P.S.: vale clicar nos links e explorar mais sobre a vida de Stuart Sutcliffe. Tem, inclusive, obras e pinturas que ele criou em Hamburgo, depois dos Beatles. E, claro, vale ver o doc da BBC!

Documentário da BBC:

Fontes e +MAIS:

– Wikipedia

– Wikipédia

– mashable.com

– beatlesbible.com

– ultimateclassicrock.com

– obaudoedu.blogspot.com.br

– stuartsutcliffefanclub.com

– anothermag.com

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