Mequinho, o 1º Grande Mestre Internacional do Xadrez do Brasil

Há 45 anos… dia 13 de janeiro de 1972.

Mequinho, o 1º brasileiro Grande Mestre Internacional do Xadrez

Folha de S. Paulo

HASTINGS, Inglaterra – “Não podia me arriscar. Vim a Hastings com a determinação de obter, para minha pátria, o título de Grande Mestre Internacional”. Assim, Henrique Costa Mecking, o Mequinho, que completará 20 anos no próximo dia 23, explicou o rápido empate em 15 lances, com o romeno Victor Ciocaltea, ontem. 

O Estado de S. Paulo

Mequinho (Henrique Costa Mecking), gaúcho de Pelotas, 19 anos, é o primeiro brasileiro a conquistar o título de “Grande Mestre Internacional de Xadrez”. Ontem ele completou os nove pontos exigidos pelo regulamento da FIDE (Federation Internationale d’Echecs) ao empatar com o romeno Viktor Ciocaltea, em 15 lances, na penúltima rodada do Torneio Internacional de Xadrez de Hastings, na Inglaterra. 

Nas capas dos dois principais jornais de São Paulo, Mequinho. Justo e merecido destaque. Afinal, há 45 anos, o gaúcho de Santa Cruz do Sul – e não Pelotas, como escreveu o jornal dos Mesquita! – conseguiu feito histórico: se tornou o primeiro Mestre Internacional de Xadrez nascido no Brasil.

Como já mencionado nos diários paulistanos, a façanha se deu na Terra da Rainha, mais precisamente na cidade de Hastings, sudeste da Ilha do Norte. Do frio do inverno inglês, Mequinho fez um pedido especial para a festa da volta ao Brasil, em contato por telefone com o Estadão.

“Aqui em Hastings, está muito frio. A conquista dos 9 pontos me esquentou um pouco, mas quero muita gente no aeroporto. Eu gosto do calor humano, de minha gente, de meus amigos”, disse, ao repórter Geraldo Pedroza, da Sucursal do Estado no Rio.

Na mesma página, o jornal falou sobre os preparativos da recepção ao novo Grande Mestre do Xadrez.

“A bateria da Escola de Samba da Mangueira, a Torcida Jovem do Flamengo, os alunos da Universidade Gama Filho (onde Mequinho leciona xadrez), um carro do Corpo de Bombeiros do Estado da Guanabara (para que o Grande Mestre desfile em carro aberto pelas ruas da cidade) – a festa da chegada de Henrique Costa Mecking vai ser um brutal contraste com a sua partida para a Inglaterra, na noite de Natal”, relatou ao Estadão.

Cinco dias depois, tanto Estado quanto Folha relataram o triunfal e caloroso regresso do jovem prodígio do xadrez.

Mequinho continuaria a ascensão vertiginosa na modalidade até deixar as grandes competições em 1978, por conta de uma grave doença, a miastenia, que compromete seriamente o sistema nervoso e os músculos.

Mas essa história fica pra outro dia… Porque todo dia é histórico.

Entrevista de Mequinho nos anos 1970:

Fontes e +MAIS:

– Acervo Folha

– Acervo Estadão

– seuhistory.com

– Wikipédia

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