“O Povo Contra Larry Flynt” estreia nos Estados Unidos

Há 20 anos… dia 10 de janeiro de 1997.

"O Povo Contra Larry Flynt" estreia nos Estados Unidos

“Se começarmos a erguer muros contra o que alguns de nós pensam ser obsceno, podemos acordar uma manhã e perceber que outros muros foram levantados em lugares em que nunca esperávamos. E não poderemos ver nada ou fazer qualquer coisa. E isso não é liberdade. Isso não é liberdade.”

Acima, o trecho final de brilhante argumentação do advogado Alan Isaacman (Edward Norton), em uma de suas tantas defesas de Larry Flynt.

Liberdade. Eis o tema central do longa-metragem sobre a vida do criador da revista Hustler.

Não é o sexo, não é a pornografia, não é a moral. É a bendita liberdade – nesse caso, a liberdade de expressão. E como é difícil, hercúlea e diária a missão de todas as sociedades atuais em abraçá-la, defendê-la, protegê-la.

Não é preciso ir longe para exemplificar o que estamos falando. O próprio filme de Milos Forman sentiu na pele a fragilidade da liberdade e, também, a força da censura.

À época do lançamento, o pôster oficial de “O Povo Contra Larry Flynt” – este que você vê aí em cima – com Woody Harrelson como um Jesus Cristo, de fraldas ao estilo da bandeira americana, postado sobre o ventre de uma mulher, foi… censurado!

Tristíssima ironia.

Em crítica à época do lançamento do filme, publicada no Chicago Sun-Times, Roger Ebert pensa o destino das coisas caso a Suprema Corte tivesse julgado a causa de Flynt improcedente. Ou seja, caso o irreverente, boquirroto e histriônico empresário tivesse perdido na mais alta Corte da América.

“A decisão da Suprema Corte no caso Hustler foi atacada na época, mas considere o seguinte: se Falwell tivesse vencido sua ação contra Flynt, este jornal seria fundamentalmente diferente. Os cartuns editoriais não poderiam ridicularizar os funcionários públicos. As colunas de opinião não poderiam se arriscar a ofender. Os advogados poderiam questionar uma resenha recente em que eu disse que um filme deveria ter sido cortado; afinal, isso poderia machucar os sentimentos do diretor. E o próprio Falwell poderia até não ter sido capaz de transmitir seus sermões, porque eles poderiam ter ofendido ateus (ou você, ou eu).”

Brilhante Ebert.

É isso.

Vale (re)ver a trama que tem Courtney Love como Althea, esposa de Flynt, e o próprio (cine)biografado encarnado um dos juízes durante um julgamento.

Forman e Love brilhariam novamente em “Man on the Moon“, de 1999, com Jim Carrey interpretando o comediante Andy Kaufman – já “biografado” aqui neste espaço, pelo grande Felipe Sant’Angelo.

Mas essa história de “Homem na Lua” fica pra outro dia… Porque todo dia é histórico.

Trailer de “O Povo Contra Larry Flynt”:

Fontes e +MAIS:

– IMDb

– Wikipedia

– Wikipédia

– milosforman.com

– rogerebert.com

– nytimes.com

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