Primeiro-ministro da Jordânia é assassinado no Cairo

Há 45 anos… dia 28 de novembro de 1971. 

Primeiro-ministro da Jordânia é assassinado no Cairo

CAIRO, 28 de novembro – O primeiro-ministro da Jordânia, Wasfi Tell, foi morto esta tarde por uma sequência de balas disparadas por três homens, quando entrava no saguão do Hotel Sheraton, no Cairo. 

O promotor egípcio Muhammad Maher Hassan disse que quatro homens foram presos. Ele disse que três pertenciam a um grupo extremista palestino chamado “A Mão Negra de Setembro”. Esta é, aparentemente, uma referência à guerra civil de setembro de 1970 na Jordânia entre guerrilheiros palestinos e tropas governamentais. 

[Em Beirute, a Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP), o grupo guerrilheiro que capturou e destruiu quatro aviões internacionais há mais de um ano, reivindicou a responsabilidade pelo assassinato do primeiro-ministro.] – Washington Post

Quarenta e cinco anos atrás, mais um capítulo terrível no livro de História do Oriente Médio. Wasfi al-Tal, o primeiro-ministro da Jordânia, foi assassinado no Cairo, Egito, onde estava para encontro da Liga Árabe.

Uma vingança executada pelos guerrilheiros palestinos contra o líder que os suprimira. No poder há pouco menos de um ano, al-Tal (ou Tell, como na nota do Post) esmagara, logo nos primeiros meses de governo, a grande revolta do grupo Setembro Negro, o braço armado da Organização Pela Libertação da Palestina, a OLP.

Aos olhos da OLP e do Fatah de Yasser Arafat, Wasfi era visto como um sanguinário repressor, ao contrário da maioria da população da Jordânia, que enxergava o primeiro-ministro como um líder firme e enérgico.

Como conta o New York Times:

BEIRUTE, Líbano, 28 de novembro – Wasfi Mustafa Tal, o primeiro-ministro jordaniano de 51 anos assassinado no Cairo hoje, foi uma das personalidades políticas mais controversas do mundo árabe. 

Para a maioria de seus compatriotas, ele era como um herói, um símbolo da supremacia do governo jordaniano sobre os guerrilheiros palestinos. Para muitos outros árabes, no entanto, ele era um vilão. Acusado de ser agente da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) em Damasco, onde foi condenado à morte em 1966, sob acusações de conspiração para derrubar o regime sírio, também foi denunciado como traidor pelos guerrilheiros palestinos.

Pouco menos de um ano após o assassinato de Wasfi al-Tal, o grupo Setembro Negro voltaria a aterrorizar, dessa vez em escala e com alcance global.

O Massacre de Munique deixou 11 atletas da delegação de Israel mortos e foi um dos fatos mais marcantes do século 20.

Mas essa história fica pra outro dia… Porque todo dia é histórico.

Imagens de Wasfi al-Tal antes do assassinato: 

Fontes e +MAIS:

– Acervo Folha

– Wikipedia

– Wikipédia

– nytimes.com

– washingtonpost.com

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