O Triste Fim de Policarpo Quaresma é publicado no Jornal do Commercio

Há 105 anos… dia 19 de outubro de 1911.

O Triste Fim de Policarpo Quaresma é publicado no Jornal do Commercio

A grande obra da vida de Afonso Henriques de Lima Barreto, o grande Lima Barreto, teve seu desfecho conhecido há exatos 105 anos.

Era o fim para O Triste Fim de Policarpo Quaresma.

De 11 de agosto a 19 de outubro de 1911, foram 52 folhetins publicados na edição vespertina do Jornal do Commercio, o mais importante periódico da então capital federal.

Divididos em três partes, o livro sobre o major nacionalista, patriota, defensor da língua tupi, seguidor dos manuais de agricultura e motivo de deboche de todos foi um grande sucesso já em 1911.

Quatro anos depois, em 1915, Lima Barreto custeou de recursos próprios a publicação do livro. “O Policarpo Quaresma foi escrito em dois meses e pouco. Tomei dinheiro daqui e dali… Audaces fortuna juvat”, disse o autor, um ano após o lançamento da primeira edição completa, proclamando o ditado em latim, que significa “A sorte favorece os audaciosos”.

Bem, não foi muito o que aconteceu com o próprio Lima Barreto, um escritor que usou da sátira, ironia, humor e sarcasmo como as principais armas para ser o crítico mais agudo da Primeira República no Brasil. Racismo e burguesia foram seus alvos.

A epígrafe de Policarpo, retirada de As origens do Cristianismo (Les origines du Christianisme), do escritor e pensador francês Ernest Renan, dá o tom para a triste realidade do mundo, onde ideias nobres de nada valem.

O grande inconveniente da vida real e o que a torna insuportável ao homem superior é que, se se transferirem para ela os princípios do ideal, as qualidades tornam-se defeitos, de modo que, muito frequentemente, o homem completo tem bem menos sucesso na vida do que aquele que se move pelo egoísmo ou pela rotina vulgar.

Lima Barreto morreria em novembro de 1922, com apenas 41 anos. Internado em um hospício, abandonado e alcoólatra.

Mas esse triste fim fica pra outro dia… Porque todo dia é histórico.

O filme, na íntegra:

Fontes e +MAIS:

– Wikipédia

– companhiadasletras.com.br

– blogdacompanhia.com.br

– opiniaoenoticia.com.br

– educacao.globo.com

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