“A Mosca” estreia nos cinemas americanos

Há 30 anos… dia 15 de agosto de 1986.

"A Mosca" estreia nos cinemas americanos

Be afraid, be very afraid.

“Tenha medo, tenha muito medo”, diz o slogan de “A Mosca”, que estreou nos cinemas americanos há exatas três décadas.

Pouca gente sabe – ao menos, eu não sabia! -, mas a frase curiosamente foi criada pelo mítico comediante, ator e cineasta Mel Brooks, grande responsável e mecenas da produção de 1986, por meio dos estúdios Brooksfilms.

Profundo fã e admirador do gênero terror, Brooks atendeu ao pedido do produtor Stuart Cornfeld para financiar o filme. Eles já haviam trabalhado em “O Homem Elefante” (1980), um dos primeiros longas da Brooksfilms.

Foi o comediante também quem encorajou o diretor David Cronenberg a liderar o remake. Sim, “A Mosca” é inspirado em longa-metragem de 1958, “A Mosca da Cabeça Branca”, – por sua vez baseado no pequeno conto The Fly, de George Langelaan, publicado na Playboy em 1957.

“Ele disse: ‘Quero que você ouse e vá até o limite. Deixe-se levar, e não se prenda’. Não houve restrição alguma”, recorda-se Cronenberg, sobre a liberdade dada por Brooks do início ao fim da produção.

Realmente, não houve barreira nenhuma e Cronenberg levou o conselho de Brooks até o limite. Talvez até tenha passado um pouco, como muitos críticos pontuaram.

“Na nova versão de David Cronenberg, Jeff Goldblum é uma mosca muito realista para os anos 80, transformado em uma criatura tão repugnante que faz com que o monstro em ‘Aliens’ se transformar em uma vovozinha de uma pintura de Norman Rockwell”, escreveu Caryn James no New York Times.

A lenta e impressionante metamorfose do excêntrico cientista que sonhava em criar uma espécie de máquina de teletransporte no repugnante e assustador inseto, de fato, arrepia até aos espectadores mais experientes do gênero de terror.

Em uma entrevista de 1987, Vincent Price, um dos atores principais na produção de 1958, revelou que Jeff Goldblum escreveu uma simpática carta para ele, à época do lançamento do remake. Emocionado, Price respondeu e resolveu ir ao cinema conferir a nova versão. “É ótimo até certo ponto…mas acho que foi longe demais”, escreveu Price para Goldblum.

Exagerado ou não, o fato é que “A Mosca” foi um grande sucesso de bilheteria – e também de grande parte da crítica. Com orçamento na casa dos US$ 9 milhões, faturou mais de US$ 40 milhões somente em duas semanas de exibição. Disparado, o maior sucesso comercial de Cronenberg.

O filme também foi agraciado com o mais que merecido Oscar de Melhor Maquiagem, para a dupla Chris Walas e Stephan Dupuis.

Três anos depois, sem Cronenberg ou Goldblum, Walas resolveu fazer uma sequência que, apesar de ótima bilheteria, foi massacrado pela crítica.

Mas essa história fica pra outro dia… Porque todo dia é histórico.

Trailer do filme:

Fontes e +MAIS:

Wikipedia 

Wikipédia

IMDb

– nytimes.com

– rogerebert.com

– timeout.com

– mentalfloss.com

– proibidoler.com

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