O terrível acidente de Niki Lauda em Nurburgring

Há 40 anos… dia 1º de agosto de 1976.

O terrível acidente de Niki Lauda em Nurburgring

Quando um piloto sofre um trauma como o meu, em 1976, em que quase morre, ou ele volta logo a correr ou abandona o automobilismo.

No ótimo especial publicado nesta segunda-feira no GloboEsporte.com, Lívio Oricchio ouve os personagens mais importantes daquele 1º de agosto de 1976, em Nurburgring, na Alemanha. A começar, claro, pelo protagonista.

Quatro décadas atrás, Niki Lauda ficou entre a vida e a morte.

Na segunda volta do GP da Alemanha, logo após a troca de pneus (de pista molhada para seca), a sua Ferrari 312T2 se chocou violentamente na curva Bergwerk. Em chamas, o carro ainda recebeu pancadas de Harald Ertl e Brett Lunger, que não conseguiram desviar.

Em seguida, o italiano Arturo Merzario parou a sua Wolf-Williams e socorreu Lauda. Foi ele quem pegou o extintor de incêndio e apagou o fogo da Ferrari do austríaco.

“Lauda estava gritando, urrava, dizendo que estava sendo queimado, estava tão tenso, fazia tanta força nas alças do cinto de segurança que quando cheguei não havia como destravá-lo. Só na terceira tentativa é que pude soltá-lo e começar a puxá-lo para fora daquele horror. O treinamento militar que eu havia feito me ajudou. Colocamos Lauda no chão. Estava consciente, mas bastante queimado. A ambulância demorou 10 minutos para chegar. E logo deram oxigênio para ele”, relembra Merzario, no especial do GE.com.

Aos 27 anos de idade, então atual campeão mundial de Fórmula 1 e na toada para mais um título, Niki Lauda viu a morte (bem) de perto. A ponto de um padre ser chamado para a extrema-unção. “Não é de um padre que eu estou precisando. Preciso de médicos”, teria dito, irritado com a “visita”.

Eike Martin, médico que coordenou o atendimento a Lauda após o acidente, recorda que a presença do padre parece ter dado mais força ao piloto. “Surpreendentemente depois disso Lauda começou a reagir rápido, mais do que imaginávamos, e aquele quadro crítico foi superado. No quinto dia, disse a mim mesmo ‘ele vai sair dessa’. No sexto dia, a melhora foi ainda mais sensível”, afirma, na reportagem de Oricchio.

Um milagre. Não só Lauda sobreviveria, mas entraria novamente em um cockpit. Sim. Exatos 42 dias após o acidente, lá estava o obstinado austríaco em uma pista de Fórmula 1. O quarto lugar em Monza o deixava 5 pontos à frente do rival James Hunt na disputa pela temporada.

O britânico conquistaria o título na última corrida, no Japão, sob uma chuva torrencial. Lauda se recusou a correr e acabaria superado por diferença de um ponto.

Ele seria campeão mundial mais duas vezes, em 1977 e 1984.

Mas essa(s) história(s) fica(m) pra outro dia… Porque todo dia é histórico.

O acidente:

O acidente e a primeira entrevista de Niki Lauda:

Fontes e +MAIS:

– Wikipedia

– Acervo Estadão

– Acervo Folha

– news.bbc.co.uk

– telegraph.co.uk

– jamesallenonf1.com

– motorsport.com

– historyvshollywood.com

– dw.com

– grandepremio.uol.com.br

– revistaencontro.com.br

– aquelamaquina.pt

– flatout.com.br

– books.google.com.br

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