“Pedro e o Lobo”, de Prokofiev, estreia em Moscou

Há 80 anos… dia 2 de maio de 1936.

"Pedro e o Lobo", de Prokofiev, estreia em Moscou

“Se Sergei Prokofiev tivesse composto nada além de “Pedro e o Lobo”, teria deixado uma marca considerável. O trabalho ajudou a introduzir gerações e gerações de crianças aos instrumentos da orquestra e ao conceito de contar uma história através da música, cumprindo meta definida por ele mesmo em 1936.”

Nada a acrescentar ao parágrafo inicial do texto do site da PBS americana, sobre a imortal obra do russo, que estreou há oito décadas, em Moscou. “Pedro e o Lobo” sobreviveu ao tempo e continua sendo referência fundamental quando se fala de música e de literatura infantil.

A peça musical foi encomendada por Natalya Sats, do Teatro da Criança, na então capital  soviética. Ela queria que Prokofiev escrevesse uma sinfonia para crianças, com o objetivo de despertar o prazer pela música desde cedo, logo nos primeiros anos de escola.

“Na primavera de 1936, comecei um conto sinfônico para crianças intitulado ‘Pedro e o Lobo’, Op. 67, com texto de minha autoria. Cada personagem da história teve o seu próprio motivo tocado cada vez pelo mesmo instrumento… Antes de cada apresentação, os instrumentos eram mostrados para as crianças e os temas executados para eles; durante a performance, as crianças ouviam os temas repetidos várias vezes e aprenderam a reconhecer os timbres dos diferentes instrumentos. O texto era lido durante as pausas da música, que era desproporcionalmente maior que o texto – para mim, a história foi importante como um meio de induzir as crianças a ouvir música”, contou Prokofiev, em seu diário.

Assim, segundo a própria explicação do compositor de Sontsovka – cidade que hoje fica na Ucrânia –, temos o seguinte: Pedro é representado pelo quarteto de cordas (violino, viola, violoncelo e contrabaixo); seu avô, pelo fagote; o passarinho é a flauta; o gato é o clarinete; o pato é o oboé; o lobo é “interpretado” pelas trompas; e, por fim, os caçadores são os instrumentos conhecidos como madeiras, e os tiros, são os de percussão.

Sergei Prokofiev finalizou a sinfonia de quase 30 minutos de duração em cerca de duas semanas.

Ao longo de oitenta anos, muitos artistas e personalidades foram os narradores da história de Pedro. Nomes como Alec Guinness, Boris Karloff, Sophia Loren, Antonio Banderas, Alice Cooper, David Attenborough, Sting, Sharon Stone, Ben Kingsley, Mia Farrow, Sean Connery, Eleanor Roosevelt, Leonard Bernstein e até Mikhail Gorbachev e Bill Clinton!

Em 1978, o Camaleão David Bowie emprestou voz e atuação para a peça.

Prokofiev morreu em 5 de março de 1953, no mesmo dia de Josef Stalin.

Mas essa história fica pra outro dia… Porque todo dia é histórico.

“Pedro e o Lobo” em português, pela Sinfonietta Carioca:

Fontes e +MAIS:

Wikipedia

Wikipédia

– imslp.org

– gramophone.co.uk

– pbs.org

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