Morre o piloto Michele Alboreto

Há 15 anos… dia 25 de abril de 2001.

Morre o piloto Michele Alboreto

“O circo da Fórmula 1 está perdendo o sentido de valor de sua própria história. Mas há muitas pessoas que vão continuar a lembrar Michele Alboreto como um dos homens mais humanos a dirigir os carros vermelhos… e também, em sua época, um dos mais rápidos”.

Em obituário tanto sensível quanto correto, o Guardian inicia e finaliza as palavras em homenagem ao ferrarista lembrando sobre o espírito humano do piloto, um humanismo de um tempo que não volta mais e que, segundo o jornal inglês, morre mais um pouquinho conforme se vão caras como ele.

A exemplo de tantos e tantos outros profissionais apaixonados pela velocidade e pelo esporte, o italiano Michele Alboreto morreu dentro do cockpit.

Em 25 de abril de 2001, em treino preparatório para a mítica prova das 24 Horas de Le Mans, em que testava seu Audi R8 no circuito de Lausitzring, na Alemanha, Alboreto capotou várias vezes e se chocou no guard-rail, a mais de 300 km/h. Depois, descobriu-se que o acidente fora causado por um rasgo em um dos pneus. Uma fatalidade.

O trágico acidente colocou ponto final em uma vida dedicada à maior paixão, o automobilismo. Vindo de família vidrada em velocidade, Alboreto logo iniciou carreira no esporte. E já se destacou, com títulos da Fórmula 3 Italiana, em 1979, e do Campeonato Europeu de F-3, no ano seguinte. A Fórmula 1 era questão de tempo.

É convidado para testar a Tyrrell em 1981, ano em que estreia na categoria mais nobre do automobilismo. A primeira vitória veio um ano depois, em Las Vegas. Começa a ser sondado por equipes maiores, principalmente, a Ferrari, grande sonho de Alboreto e, claro, de 10 em 10 pilotos italianos.

Em 1984, aos 28 anos, o milanês assume o carro vermelho número 27, em companhia do francês René Arnoux. Havia 11 temporadas que a Ferrari não tinha um italiano como piloto principal.

Em cinco anos de Ferrari (1984-1988), Alboreto ficou em 4º lugar no de estreia, teve um pífio 9º posto em 1986, além de uma sétima e uma quinta colocação nas duas últimas, 1987 e 1988.

O melhor ano foi 1985, quando quase conquistou o sonhado título. Sucessivas quebras no carro em corridas decisivas ao final da temporada, no entanto, fizeram a taça escorrer pelas mãos e ficar com o francês Alain Prost, da McLaren. Com 53 pontos, restou para Alboreto o vice-campeonato de consolação.

Depois da Ferrari, nunca teve mais o mesmo desempenho na Fórmula 1. Voltou para a Tyrrell em 1989, ano de seu último pódio na categoria (3º lugar no México). Passou por Larrousse, Footwork, Scuderia Italia e Minardi, antes de se despedir do circo, em 1994. No fatídico GP de San Marino, aliás, protagonizou acidente nos boxes que feriu mecânicos de várias equipes.

Alboreto seguiu no automobilismo profissional, em categorias como a IRL, a DTM alemã e, principalmente, em provas de Endurance, onde tudo começara. Venceu as 24 Horas de Le Mans em 1997, dividindo o TWR-Porsche da equipe Joest Racing com o sueco Stefan Johansson, seu ex-companheiro de Ferrari) e o dinamarquês Tom Kristensen.

Foi sua última glória profissional.

Há 15 anos, o discreto e humano Michele Alboreto pisou fundo pela derradeira vez.

Tributo com imagens de Alboreto:

Fontes e +MAIS:

Wikipedia

Wikipédia

Acervo Folha

– bbc.com

– theguardian.com

– rodrigomattardotcom.wordpress.com

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