Por 14 milésimos de segundo, Senna vence o GP da Espanha

Há 30 anos… dia 13 de abril de 1986.

(Clique na foto para ampliar!)

“Super-Senna”. Diga esta frase o mais depressa que puder. Antes que você termine de falar “super” já se terão passado mais de 14 milésimos de segundo. Em Fórmula 1, porém, incomensuráveis 14 milésimos de segundo podem medir a diferença entre um grande piloto e o maior piloto de uma corrida. Foi o que aconteceu em Jerez de la Frontera, no já histórico GP da Espanha de 1986. 

Histórico GP da Espanha.

Sim, a abertura da matéria da Placar de 21 de abril dá a medida exata do quão inesquecível tinha sido aquela prova, nove dias antes. O relato brinca com o próprio título (“Super-Senna”), emprestado de manchete de um diário espanhol no dia seguinte à vitória de Ayrton, no então recém-inaugurado circuito de Jerez de la Frontera, na Andaluzia. A terceira vitória de sua carreira, a primeira da temporada 1986 da Fórmula 1.

Antes do final, comecemos pelo início da história. No sábado, Senna cravou a pole position, a 100ª da Lotus e a nona de sua trajetória na categoria. Com o tempo de 1min21s924, ficou quase 1 segundo à frente da dupla da Williams, Nelson Piquet e Nigel Mansell, 2º e 3º do grid, respectivamente.

Dada a largada, Senna, Piquet, Mansell, Prost e Rosberg (ambos da McLaren) formaram o pelotão principal. A disputa pela ponta logo ficou entre Senna e o “Leão” inglês. O brasileiro liderou as primeiras 39 voltas, mas Mansell assumiu na volta 40, quando já não tinha mais Piquet em sua frente (abandono).

Vinte e três passagens depois, Mansell resolveu trocar os pneus de sua Williams, a apenas 9 voltas do final. Senna e a linda Lotus preta e dourada voltaram à liderança, com quase 20 segundos de diferença sobre o britânico, à essa altura na terceira colocação, com Prost em segundo.

A potência do motor Honda do “Leão”, porém, ia rugir alto nos estertores da corrida. E Senna sabia disso. Com pneus desgastados e o motor Renault bem mais fraco que o do adversário, teria de se segurar para garantir o triunfo.

O que se sucedeu é difícil de descrever. Não há texto para narrar o final do GP da Espanha de 1986. Foi simplesmente de outro mundo. Um clímax de filme de Hollywood.

Mansell foi “comendo” a diferença, a ritmo alucinante de 4 segundos por volta! Passou Prost e continuou a tirar a vantagem de Senna. Na última volta, apenas 1,5s separavam a Lotus e a Williams.

E a hora da verdade ficou para a derradeira reta, os últimos metros dos 4.218 km de Jerez!

“Eles vêm pela reta! Agora é pressão total do turbo! Vêm os dois pela reta! Ayrton Senna! Nigel Mansell!… Por meio carro, Ayrton Senna!!!!!!”, narrou Galvão Bueno, na Globo, garantindo vitória brasileira, apesar da diferença visual, “no photochart, como se fosse uma corrida de cavalos no jóquei clube!”, como ele mesmo definiu, para depois soltar um “Haja, Coração!”, talvez pela primeira vez na carreira.

14 milésimos de segundo. Histórico.

Senna e Mansell seriam protagonistas de outros grandes embates na Fórmula 1, como em outro GP da Espanha, em 1991, em Barcelona.

Mas essa história fica pra outro dia… Porque todo dia é histórico.

Atualização (14/04/2016): Como bem lembrou ótimo texto do Renan do Couto, no grandepremio.uol.com.br, foi a primeira vez que Senna assumiu a liderança da classificação na F1.

O eletrizante final, na voz de Galvão Bueno:

A corrida, na íntegra:

Fontes e +MAIS:

Wikipedia

Wikipédia

– ayrtonsenna.com.br

– grandepremio.uol.com.br

– memoriaglobo.globo.com

– flatout.com.br

– lemyrmartins.com.br

– grandprix.com

– bbc.com

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