Primeira exposição do Surrealismo é aberta em Paris

Há 90 anos… dia 14 de novembro de 1925.

Primeira exposição do Surrealismo é aberta em Paris

Paris…

Se hoje um grupo de bárbaros subverte a realidade e converte a Cidade Luz em trevas, 90 anos atrás, um grupo de artistas embaralhava o real e metamorfoseava a noção de arte.

“Chegou o momento de nos separarmos de tudo o quê jamais retivemos; nós já não perdemos os jogos do burro terminal ou discamos: 6.396.78. Agora, a noite é rei; nada pode movê-la de encher aquelas casas e corações – nada, nem mesmo o silêncio, apenas um diálogo de insetos14”, era mais ou menos o que dizia o prefácio do catálogo da primeira exposição do Surrealismo.

A mostra foi realizada na Galerie Pierre, na Rua Bonaparte, próximo ao Boulevard Saint-Germain, no 6º Arrondissement de Paris. O texto, um tanto ininteligível, é de André Breton e Robert Desnos.

Trabalhos de Giorgio de Chirico, Hans Arp, Max Ernst, Paul Klee, Man Ray, André Masson, Joan Miró, Pablo Picasso e Pierre Roy foram exibidos. Salvador Dalí e René Magritte, dois dos artistas que seriam os mais associados ao Surrealismo, não participaram da exposição, mas logo se transformariam em nomes fundamentais do movimento.

Movimento que nasceu do Dadaísmo, vertente artística fundada no calor da Primeira Guerra Mundial. Em 1922, Francis Picabia, um dos líderes, decretou o fim de Dada e abriu caminho para a fundação de uma nova revolução.

O escritor e poeta André Breton rompeu com os dadaístas e começou a reunir um novo grupo de artistas, como o próprio Desnos, além de René Crevel e Benjamin Peret. Em 1924, é publicado o Manifesto Surrealista, dando as bases para o movimento: “automatismo psíquico puro, pelo qual sua intenção é a de expressar, verbalmente ou por escrito, ou de qualquer outra forma, o funcionamento real do pensamento”, dizia trecho do manifesto.

Posteriormente, mais e mais artistas se juntaram ao coletivo, como os pintores Joan Miró, André Masson, Giorgio De Chirico, entre outros, além, claro, de Dalí e do cineasta Luís Buñuel. Escritores, músicos e poetas de diversas nacionalidades também fariam parte do grupo. Picasso, que teve obras expostas na primeira mostra, se postou como um artista periférico e independente dos surrealistas.

Os anos 1930 seriam a década de ouro do Surrealismo. Grandes exposições em Londres e Nova York dariam outra dimensão ao movimento.

Mas essa(s) história(s) fica(m) pra outro dia… Porque todo dia é histórico.

Trecho do documentário “Au-delà de la peinture – Le Surréalisme”:

Fontes e +MAIS:

Wikipedia

Wikipedia (em francês)

– centrepompidou.fr

– salvador-dali.org

– diariodepetropolis.com.br

– operamundi.uol.com.br

 

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